“Hoje tenho apenas oito jogadores”, disse Birigui no treino de ontem
Às vésperas da decisão do Campeonato Rondoniense o Vilhena Esporte Clube está afundado numa das maiores crises já enfrentada pelo clube. Sem apoio do empresariado local ou do poder público, o clube está com salários atrasados e a bolha estourou esta semana com parte dos jogadores se recusando a treinar e ameaçando não entrar em campo no sábado na primeira partida da decisão do Rondoniense.
Desde a decisão do Segundo Turno, Carlinhos, Diego Siqueira, Salatiel, Rai e Flavio lideram um movimento que se recusa a treinar ou a ir para o jogo contra o Genus no sábado.
A diretoria do clube ao mesmo tempo em que conversa com os atletas na tentativa de convencê-los a voltarem ao trabalho, busca meios de angariar recursos para quitar ao menos parte dos salários.
Na tarde de ontem, o treinador Marcos Birigui realizou trabalhos no Portal da Amazônia com os atletas que não aderiram ao movimento grevista: Cabixi, Cucaú, Edilsinho, Marinho, Souza, Naldo, Tuquinha, Pablo e Juliano. “Hoje eu não tenho um time, mas eu tenho fé que tudo vai se resolver e nós vamos conquistar este título”, disse Birigui.
Junior, que sofreu uma fratura no pé direito na primeira partida da final do Returno e está engessado, e Alex Barcelos, que passou mal após a partida de domingo e ficou dois dias hospitalizado, também não adeririam a greve. Alex, embora não tenha treinado esta semana por recomendação médica, deve ir para o jogo de sábado.
O Vilhena viaja para a capital na noite desta quinta-feira. Pela tarde será realizado o último treino antes do embarque.