Um homem de 35 anos foi vítima de extorsão, por telefone, no começo de maio e perdeu  R$ 1 mil em dinheiro, em Vilhena. O agricultor foi o segundo a cair neste tipo de golpe, em apenas duas semanas, segundo a polícia. A ação, sempre com as mesmas características, funciona da seguinte maneira: ao atender ao telefonema, a pessoa do outro lado da linha diz que sequestrou um parente próximo e, pela troca, exige uma quantia em dinheiro. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que tenta descobrir a origem das ligações. O delegado regional, Fábio Campos, não descarta a hipótese da ação ter sido praticada por presidiários.
“Sempre ligam pedindo para depositar dinheiro em conta corrente ou colocarem crédito em algum celular”, esclarece Campos. Para o delegado, se uma pessoa fosse sequestrada de verdade, os sequestradores iriam pedir dinheiro vivo, marcando local e horário para ser entregue. O outro caso de falso sequestro registrado na cidade aconteceu no final de abril e um idoso foi a vítima dos criminosos.
“A terceira idade costuma cair neste tipo de golpe, pois geralmente não sabem desta prática criminosa, então quando ligam entram em desespero.”, conta o delegado. Caso receba uma ligação com essas características, Campos pede para que a pessoa não se apavore, pois os criminosos irão se aproveitar da situação. “Se não conseguirem entrar em contato com o familiar mencionado pelo golpista no telefone, desliguem o telefone e acionem imediatamente a polícia”, aconselha.
As redes sociais também são ferramentas para os bandidos fazerem vítimas, de acordo com Fábio Campos. O delegado aconselha as pessoas a não deixarem números de telefones visíveis para amigos e nem postarem fotos que possam identificar a rua onde mora ou a placa do carro, por exemplo. “Isto serve como base de informações para os golpistas”, explica. Todas as ligações de falso sequestro registradas no município foram feitas de dentro de presídios de outros estados, segundo o delegado.