O delegado regional da Polícia Civil em Vilhena, Fábio Campos, disse na manhã desta terça-feira, 07, em entrevista à FOLHA DO SUL ONLINE, que a designer Abla Rahhal foi assassinada por estrangulamento, com base nos laudos do IML e da Criminalística.
De acordo com Campos, a vítima foi torturada antes de ser morta. “Havia várias lesões pelo corpo, ferimentos lacerantes na região da coxa anterior à nádega”, disse o delegado, que revelou ainda que os laudos não apontaram que ela tenha sofrido violência sexual.
Ambos os delegados, Campos e Lincoln Mizuzaki, que acompanham o caso, não têm mais dúvida de que realmente se trata de homicídio, e não de suicídio, como se supôs inicialmente. “Ela não se enforcou, ela foi enforcada”, disse Campos.
De acordo com o delegado, os laudos apontam diversas evidências que levam a polícia a concluir que realmente se trata de homicídio. Entre elas: a marca de estrangulamento, lesões nos olhos causadas por agressão física, o formato da corda na viga, entre outras. “As lesões encontradas não condizem com ferimentos comuns ao enforcamento”, explicou.
Segundo o delegado, as mensagens de celular, conversas em redes sociais, e-mails e agenda de Abla, estão sendo analisadas e até o momento não foi encontrado nenhum indício de que ela cometeria suicídio. “Ela foi morta por volta das três da manhã, e uma hora antes ela estava no conversando no Facebook. Tem conversa registrada na rede social”, disse o delegado.
Campos disse que nos próximos 30 dias deve finalizar a investigação. “Vamos traçar uma linha de investigação precisa para evitar qualquer tipo de alegação”, disse Campos, que afirmou que o fato do autor ter forjado o suicídio dificultou as investigações.
O delegado não revelou ainda quem é o suspeito do crime. Mas, disse que o esposo da vítima, que já prestou depoimento, se mostrou disposto a colaborar com as investigações.