Flori concedeu entrevista após ouvir secretários

O delegado da Polícia Federal em Vilhena, Flori Cordeiro de Miranda Júnior, que investiga um suposto esquema de corrupção na prefeitura, concedeu entrevista coletiva à imprensa hoje, quando se manifestou sobre as investigações e a prisão de um servidor municipal.
A autoridade disse que o inquérito policial, aberto há cerca de cinco meses, está apenas no início e que, na busca pela verdade, alguns investigados podem ser inocentados, enquanto outros correm risco de ter sua culpa comprovada.
Pedindo para não ser fotografo ou filmado, o delegado comentou a situação de Nicolau e explicou que, como ele era uma espécie de elo de ligação do “esquema”, sua prisão foi pedida e autorizada pela justiça federal. O servidor, no entanto, não aceitou a delação premiada que lhe foi oferecida e que lhe garantiria diminuição da pena em caso de condenação ao final do processo. Revelou que o preso manifestou o desejo de falar apenas em juízo.
Sobre as chances de as investigações atingirem o prefeito Zé Rover, Flori foi cauteloso, lembrando que o mandatário goza de prerrogativa de foro e, portanto, só pode ser investigado com autorização do foro competente. Mas também não descartou a possibilidade de Rover ser ouvido, argumentando que está analisando o material que tem em seu poder.