Documentos começam a ser analisados
Já preparando a mudança rumo a Porto Velho (o que deve acontecer em no máximo dez dias), onde assumirá o cargo de diretor regional, o atual delegado da Polícia Federal em Vilhena, Flori Cordeiro, debruça-se, antes da partida, sobre um trabalho que ele mesmo classifica como “chato”.
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, o delegado explicou que trabalha para concluir o último inquérito da Operação Stigma, que investiga um megaesquema de corrupção na prefeitura de Vilhena.
O procedimento enfadonho para os agentes da PF pode ser vital para levar mais gente aos tribunais, por conta de desvios e propinas no município. Cabe aos investigadores analisar os extratos fiscal e bancário de servidores e empresários, que tiveram seus sigilos quebrados por ordem da justiça.
Embora a análise dos documentos ainda esteja no início, a PF já detectou operações financeiras suspeitas. E muitos dos que receberam recursos que podem ter origem nos cofres municipais estão sendo chamados a se explicar.
Por enquanto, os depoimentos, cujo teor Flori não revela, transcorrem normalmente, sem a necessidade de novas prisões. Se elas podem vir a ser pedidas, o delegado (que gentilmente nega o pedido do repórter para uma foto) não diz... Pode ser que sim, pode ser que não!