Os servidores estaduais da educação em Vilhena, seguindo o mesmo que vem sendo feito pelos da Polícia Civil na cidade, iniciaram nesta quarta-feira, 17, uma paralisação de 72 horas. De acordo com o delegado regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero) no Cone Sul, João Assis da Silva, a paralisação é uma forma de advertir o Governo sobre uma possível greve, caso as reivindicações do movimento não sejam atendidas. “Nossa pauta de reivindicações tem 32 itens, mas a principal delas é a reposição salarial. A defasagem salarial da categoria é gritante”, disse João Assis.
O representante regional do Sintero revelou que as perdas salariais, agravadas pelos recentes aumentos em diversos setores, chegam a 19% nos últimos dois anos.
Os servidores cobram do Governo o cumprimento do que, segundo João Assis, foi acordado com a categoria. “O governador anunciou no dia 5 de março que não haverá nenhum aumento para a categoria, mas nos temos um compromisso assinado por ele, prometendo reajuste de 5% para todas as categorias”, declarou.
De acordo com João Assis, somente se o governador atender as reivindicações do servidores é que não será deflagrada a greve. “Se a resposta do Governo não for a esperada pelo movimento, com certeza haverá greve por tempo indeterminado”, disse João Assis.
Ainda segundo João Assis, a paralisação acontece nos 52 municípios do Estado. “Atingindo em torno de 80 a 90% do funcionalismo da educação em todo o estado”, anunciou.
Nesse primeiro dia de paralisação os servidores se reuniram na Praça Nossa Senhora Aparecida, e ao final da manhã, um grupo fez um pit stop na avenida Major Amarante, distribuindo a quem passou pelo local uma carta aberto relatando o descaso do governo com a classe.
Além dos servidores em educação, agentes da Polícia Civil também aderiram à paralisação. Nos três dias que o movimento durar, não serão realizados vários serviços.