Nenhum dos vereadores de Vilhena esteve presente ou enviou representante para participar da audiência pública trimestral para prestação de contas dos gastos com saúde. A audiência ocorreu ontem (10/5) pela manhã no Auditório Municipal, na sede da prefeitura.

Também não foi registrada a presença na audiência, prevista em lei, de nenhuma das lideranças empresariais, comunitárias e religiosas do “comitê de acompanhamento” de emergência nomeado em fevereiro no gabinete do prefeito Zé Rover (PP), para supostamente auxiliar a gerir a crise na saúde pública municipal.

O público pesente ocupou pouco mais de metade das poltronas, a maioria agentes comunitários de saúde, enfermeiros e responsáveis pelas unidades de saúde administradas pela prefeitura – além dos postos de saúde, a Policlínica São Luiz, o Ambulatório Municipal, o Hospital Regional e os setores de Epidemiologia e Vigilância Sanitária.

Foram relatados episódios estarrecedores, como o fato de estarem faltando fitas-teste para glicemia, essenciais para diabéticos, há mais de três meses, no posto de saúde que atende o bairro São José. Outro dado impressionate: enquanto os 72 agentes de saúde comunitária fizeram mais de 36.400 visitas entre janeiro e março, os seis médicos só fizeram 239 e os auxiliares de Enfermagem, apenas 174.

 

Na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula no próximo sábado, uma radiografia completa sobre o atual quadro da Saúde municipal em Vilhena.