Indicado pelo governador Confúcio Moura (PMDB), com base na votação dos próprios defensores públicos, o candidato a Defensor Geral no Estado, José Oliveira Andrade, teve o nome rejeitado pela Assembleia Legislativa, esta semana. Ele havia obtido a maioria dos votos dos colegas para ocupar o posto e a lista com os três nomes mais citados havia sido encaminhada ao governador.
Ao analisar a indicação, os deputados alegaram que Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa e que, portanto, não preencheria os requisitos para a função. O candidato é suspeito de ter montado uma farsa para inocentar o atual Defensor Geral, Carlos Biase, quando este bateu o carro em alta velocidade e foi preso pela Polícia Rodoviária Federal. Oliveira chefiou uma comissão de defensores que não viu nada de errado no acidente envolvendo Biase.
Para reverter a decisão da ALE, o postulante à chefia da Defensoria no Estado terá que recorrer à Justiça. O governador, no entanto, pode se antecipar e nomear o segundo mais votado da lista tríplice. Neste caso, o cargo seria ocupado pelo vilhenense José Francisco Cândido, militante histórico do PT na cidade.
QUEM É – Goiano de Catalão, Zé Francisco foi procurado pelo FOLHA DO SUL ON LINE para comentar a situação, mas alegou razões éticas para se manter em silêncio. Defensor desde 1984, antes mesmo que a função fosse reconhecida em Rondônia, Cândido já teria recebido sinal verde de deputados de várias tendências. Os parlamentares deixaram claro que, se seu nome foi enviado à ALE, será aprovado. O advogado, no entanto, não está se mobilizando em respeito ao colega barrado pelo Parlamento.