Deputados estaduais em fim de mandato de Rondônia e Goiás receberão um pagamento extra sobre seus salários para participar de sessões extraordinárias convocadas por governadores recém-empossados.

 

As sessões extras durante o recesso de janeiro custarão até R$ 506 mil aos cofres públicos de Rondônia, e em Goiás, o valor pode chegar a R$ 217 mil.

 

Em Goiás, os 41 deputados receberão o salário integral (R$ 12.348) se comparecerem a todas as sessões extras, a partir desta semana. Se forem a apenas parte delas, ganham valor proporcional. O governo de Marconi Perillo (PSDB) convocou para votar uma reforma administrativa.

 

No entanto, a primeira sessão, na segunda-feira (10), durou apenas seis minutos. O projeto que seria votado não ficou pronto a tempo e os deputados foram dispensados.

 

Em Rondônia, os 24 deputados receberão R$ 9.050 por duas sessões ocorridas na semana passada. A pauta tinha 17 projetos do governo de Confúcio Moura (PMDB).

 

Governadores de outros Estados, como Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Tocantins, também convocaram sessões extras, mas sem o pagamento do benefício.

 

O secretário da Casa Civil de Goiás, Vilmar Rocha, disse que a sessão extra \"tem um custo, mas o governo precisa fazer alguns ajustes e ganhar tempo\". Ele falou ainda que, na sessão de segunda-feira, as propostas do Executivo não chegaram por mudanças de última hora.

 

A presidência da Assembleia de Rondônia não foi localizada para comentar o assunto.

 

O Congresso aboliu o pagamento de sessões extraordinárias em 2006, após várias polêmicas.

 

No Pará, a Assembleia Legislativa também havia encerrado a prática em 2006, mas a Casa voltou a permitir o pagamento em novembro de 2010, aprovando uma proposta que fixa o pagamento de um salário integral de R$ 12.384 por convocação.

 

Apenas cinco dos 41 parlamentares rechaçaram o texto. Até agora, não houve chamadas do Estado para sessões extras, nem há previsão, afirma o governo.

 

\"Há um desgaste com a opinião pública. Ganhamos mais do que a média de trabalhadores. Recebemos salário mesmo em férias. Não é justo\", diz o deputado estadual João Salame (PPS).

 

A favor do benefício, o deputado Cássio Andrade (PSB) argumentou que a proposta era para se \"proteger do governo do Estado\".