Uma moradora do distrito de Perobal, que fica a cerca de 50 km de Vilhena, ligou para a redação do FOLHA DO SUL ON LINE e fez uma denúncia grave: mais de dez alunos da Linha 165, pertencente à localidade, ficaram sem estudar desde que começaram as aulas na Escola Municipal Progresso, que atende a região. Apenas ontem e hoje eles retomaram os estudos. O ano letivo teve início em fevereiro e, portanto, as crianças perderam quase 60 dias de aulas.
A denunciante disse que os pais dos alunos estão revoltados porque o ônibus que deveria buscá-los não estava fazendo o trajeto até ontem. Um morro escorregadio e uma ponte em condições precárias seriam os empecilhos para que o coletivo atendesse aos estudantes, mas uma mãe pondera: “Bastava fazer um percurso um pouco maior que daria pra chegar lá. A empresa está recebendo pelo serviço ou não?”.
Uma professora disse já ter denunciado o caso no MP e também garante que procurou a Secretaria de Obras de Vilhena para resolver o impasse. O primeiro órgão ainda não anunciou as providências e o segundo alegou, segundo a educadora, que não tem maquinário disponível para executar as obras na Linha 165.
A empresa que faz o transporte escolar em Perobal é a Bueno Tur, que também atua em outros trechos. De acordo com as autoras da denúncia, ao ser cobrado para puxar a criançada, o motorista alegava que a direção da firma não o autorizava a fazer o percurso alternativo. Nos últimos dois dias, porém, teria decidido executar o serviço “por conta própria”.
O site pretende ouvir o empresário Ademar Bueno, dono da empresa, e também o secretário de Educação, José Carlos Arrigo, para que ambos comentem as acusações. Ao MP, fica aberto o espaço para que o promotor responsável revele que providência foi tomada em relação ao caso.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 27 de Março de 2013, às 15:44