Natal Jacob teme pela extinção do clube que ajudou fundar
O diretor de competições da Federação de Futebol do Estado de Rondônia – FFER Natal Jacob busca meios de evitar a extinção do Vilhena Esporte Clube, agremiação que ajudou a fundar na década de 1990.
Nos últimos anos o VEC se manteve em destaque dentro de campo e conquistou nas últimas 11 edições do Rondoniense, cinco títulos e três vices; período durante o qual foi o responsável por levar o nome de Rondônia pelo Brasil nas participações em competições nacionais como a Copa do Brasil, Série D e Copa Verde.
Mas, se no gramado as conquistas vieram, no setor administrativo o Lono do Cerrado perdia de goleada e acabou se afundando em dívidas e processos trabalhistas que culminaram com o licenciamento, forçado, do clube vilhenense.
O licenciamento força é por causa do processo trabalhista movido pelo ex-técnico Marcio Bitencourt e alguns jogadores que atuaram no Estadual do ano passado. “Um acordo entre o Sindicato dos Jogadores e a CBF impede que clubes com pendências trabalhistas ingresse com atletas no BID, e isso inviabiliza a participação do clube de qualquer competição”, explicou Natal Jacob.
De acordo com Natalzinho, como o dirigente é conhecido, o clube só pode se licenciar por um ano, vencido este prazo, o clube, se não se regularizar perde o registro profissional. “É isto que não podemos deixar acontecer, o Vilhena trem uma história linda, e não podemos perder isso, a cidade não pode perder isso”, argumenta.
A fim de evitar a extinção Natalzinho negocia com o atual presidente José Carlos Dalanhol, envolto numa onda de descrédito, o seu afastamento por um ano. Nos termos propostos, Dalanhol se afastaria do cargo e passaria todas as decisões para Natalzinho que seria uma espécie de interventor que responderia pelo clube neste período. “Não vejo outra solução, só assim poderemos retomar as negociações com os atletas que se recusam a conversar com o presidente”, disse Natal.
O dirigente disse que tudo deve ser resolvido, no mais tardar até a quarta-feira, prazo que ele considera limite para as tomadas de decisões a fim de regularizar o clube a tempo para a disputa do Campeonato Estadual Sub-20. “Se não entrarmos num acordo até quarta, pode esperar o fim do Vilhena”, disse.