Educadora negou ofensas contra a denunciante
Por telefone, a diretora da Escola Estadual Wilson Camargo, uma das mais tradicionais de Vilhena, Thaty Batista Ueda, resolveu se manifestar sobre a denúncia da mãe de uma aluna, que a acusou na polícia de ofender a garota e de não adotar medidas contra a agressão a ela, dentro da sala de aula. (Leia aqui)
Thaty garante que, ao contrário do que afirma a denunciante, a adolescente não ficou ferida pelo ataque da colega. “As duas discutiram e a suposta vítima jogou o corretivo da outra no lixo. Aí, ela reagiu, mas foi apenas um puxão de cabelo. A professora, inclusive, tirou as duas da sala”.
A diretora nega ter levado a menina para sua sala, a fim de pressioná-la, como relata a mãe. “A própria aluna me procurou. Eu não a pressionei em momento algum”.
Thaty diz que, ao ser procurada pela mãe, no período da manhã, “atendi sim, mãe e filha, tanto que ficamos em minha sala até as 12h50 e no período da tarde também, até as 18:30”, fala, acrescentando que “a menina foi atendida no mesmo dia da agressão ‘puxão de cabelo’ pela orientadora”.
A educadora também lembra que a menina que se diz vítima de agressões e bullying estudou na escola no ano passado, quando foi transferida para outra cidade. Ao retornar este ano, foi recebida, mesmo sem vaga disponível, porém, as antigas rixas dela com as colegas continuaram, o que teria provocado a briga.
A diretora nega qualquer ato de hostilidade contra a mãe que a denunciou na polícia. Ao contrário, diz que a própria mulher é que a teria destratado: “Eu fui dizer que, por causa da briga da filha, tive que ficar sem almoço e ela falou que eu ganhava era para isso mesmo”. Thaty também diz ter em seu poder um áudio em que, segundo entende, a denunciante lhe fez ameaças.
E AGORA?
A educadora diz que, para resolver o problema, chegou a propor que a menor atacada fosse transferida para outra sala, idéia que a mãe rejeitou, alegando que isso seria uma punição a ela. A aluna, aliás, conforme revela a diretora, teria começado desentendimento com outras duas colegas. “Agora, eu teria que transferi três para apaziguar a situação”, argumenta.
Para solucionar o impasse, a direção do colégio quer que a mãe da menina acusada e a mãe da vítima conversem entre si para pôr fim às brigas. “Esse é o papel da escola: estabelecer o diálogo para que os próprios pais evitem o envolvimento dos filhos em atos de agressão”, finaliza a diretora.
Sobre o áudio, que ela pretendia apresentar, a entrevista explicou a decisão de não tornar público o material: “Recebi uma ligação da delegacia sobre o caso das meninas, comentei com o escrivão pelo telefone sobre o audio, e ele me orientou a entregar somente na Delegacia para evitar problemas para mim”.
Finalizando, Thaty diz: “Ainda quero relatar que a menina a qual a mãe disse que foi agredida, ficou um bimestre sem estudar, recebemos a mesma sem notas do 3º Bimestre. Esse caso está sendo encaminhado ao Conselho Tutelar para que a mãe se justifique sobre esse Bimestre perdido”.