No retorno ao ano letivo, a escola estadual Wilson Camargo, uma das mais antigas de Vilhena, promoveu um ato público que parecia estar caindo em desuso: colocou alunos professores para cantar o Hino Nacional. E, ao menos uma vez por semana, a atividade será executada na instituição.

A diretora do colégio, Tati Batista Ueda (de camisa azul, ao lado da vice-diretora, Eugênia Mesquita), que fez uma viagem à Inglaterra, no ano passado, para conhecer métodos de gestão escolares, disse que está implantando algumas novidades no estabelecimento. O critério de avaliação, por exemplo, leva em conta o comportamento do aluno e o desempenho dos professores.

Porém, a ação mais polêmica da direção diz respeito ao uso de aparelhos celulares. Os equipamentos, com os quais os estudantes podem acessar a internet, são a principal causa da dispersão dos estudantes durante as aulas.

A regra na escola é: caso alguém seja flagrado usando o aparelho na sala de aula, o equipamento é confiscado e devolvido na sexta-feira, após o expediente. Detalhe: apenas os pais ou responsáveis podem retirar o telefone apreendido.

Sobre as ações para evitar a entrada de drogas na instituição, Tati explica que existe um projeto que é o carro-chefe da escola. Trata-se do “Olimpilson”, que se caracteriza por disputas esportivas e culturais, envolvendo pais, professores e alunos. “Com isso, os estudantes têm menos tempo para pensar em drogas”, argumenta a diretora.