Após parcelar por quatro vezes a dívida do município com o Instituto de Previdência dos Servidores, o prefeito Zé Rover (PP) está tentando renegociar o débito pela quinta vez. Documentos enviados ao FOLHA DO SUL ON LINE mostram que o montante devido pela prefeitura à entidade previdenciária municipal chegou neste mês a inacreditáveis R$ 8,4 milhões (para ser mais exato, R$ 8.487.803, 10, cálculos atualizados até o dia 26 de janeiro). Do total que o IMPV a receber, R$ 566.747,23 são juros da dívida.
De acordo com um integrante do Conselho Administrativo e Financeiro do instituto, um eventual novo pedido de parcelamento a ser feito por Rover será rejeitado. “Sempre cedemos ao argumento dele, solicitando um voto de confiança, mas agora chega!”, disse o servidor entrevistado pelo site, pedindo para que seu nome fosse preservado.
Caso o prefeito não pague o débito e o novo parcelamento seja realmente negado, o município ficará numa situação crítica, com verbas federais não sendo mais repassadas. O débito previdenciário impede que a prefeitura obtenha certidões, sem as quais os recursos da União ficam “travados”.
Além desta ameaça, que pode se concretizar com a paralisação de obras, existe ainda uma punição adicional para o caso de o pagamento não ser feito: são 2% de juros, mais 1% de multa ao mês pelo atraso.