Ex-secretário de Obras diz que tentou resolver o problema
Uma comerciante da cidade de Pimenteiras do Oeste está convivendo, há quase seis anos, com um problema de grande proporção bem nos fundos da própria casa. Valdirene Alves, casada, mãe de três crianças, dona de um bar no centro do pequeno município, já não sabe mais o que fazer com uma vala de concreto construída pela prefeitura pimenteirense há mais de cinco anos.
A reportagem do jornal FOLHA DO SUL esteve em Pimenteiras no dia 12 de novembro de 2013, há quase dois anos, e relatou, numa reportagem publicada na época, o drama vivido pela comerciante. Segundo Valdirene dissera então, a vala foi construída a dois metros perto da casa dela, ainda na administração do prefeito Carlos Rogério (PSDB), em 2008, e permaneceu aberta nas duas gestões posteriores, do ex-prefeito Olvindo Dondé, o Vino, (PDT) e perdura até a gestão do atual gestor, João Miranda (PSDB).
O buraco é uma construção de tijolo e concreto, com cerca de três metros de largura e uns cem de comprimento, feito para escoar a enxurrada da parte superior da cidade, rumo ao desemboque no rio Guaporé.
A comerciante afirmou à reportagem na época que já reclamou com todas as autoridades possíveis e até mesmo chegou a denunciar o caso no Ministério Público da cidade vizinha, Cerejeiras. “Já falei com o prefeito da época, falei com o outro prefeito que entrou e agora falei com este que está aí. Eu já trouxe vereador e presidente da Câmara aqui e notifiquei o Ministério Público. Mas nada foi resolvido ainda”, disse Valdirene na época, indignada com a situação.Ainda de acordo com a pimenteirense, o buraco feito pela prefeitura cheira mal, acumula água e traz lixo de outras partes da cidade.
Em maio do ano passado, há exatamente um ano, o secretário de Obras de Pimenteiras da época, o vereador então licenciado Isaque Zigue (PP), prometeu solucionar a questão “assim que as chuvas dessem uma trégua”.
Hoje, quase dois anos depois, a situação da comerciante continua sendo a mesma. Numa conversa rápida com um repórter deste site, Zigue, que não é mais secretário de Obras no município, confirma que a vala continua aberta e que não pôde encontrar uma solução definitiva para o caso. “Levei até uns sacos de cimento lá, mas não conseguimos resolver a situação. Consegui apenas dar uma melhorada, com uma limpeza no local”, diz o vereador, que reassumiu o cargo eletivo na Câmara.