Ambos negam participação em atos de violência durante manifestações
Na manhã de ontem, um dos dois “brancos” presos pela PRF junto com quatro indígenas em Vilhena estava na feira municipal e disse ao FOLHA DO SUL ON LINE que havia sido libertado sem pagar fiança. O site tinha noticiado a soltura dos quatro sabanê e informado que os outros dois detidos deveriam pagar fiança de mais de R$ 20 mil para deixar a cadeia.
A reportagem tentou contato com o advogado dos dois acusados, mas não conseguiu falar com ele para saber os detalhes da decisão que soltou a dupla. O site teve acesso aos depoimentos dos denunciados e que agora foram colocados em liberdade, mas que, como os indígenas, terão que obedecer uma série de restrições impostas a ambos (ENTENDA AQUI).
O mais velho dos dois era comerciante, mas atualmente trabalha apenas em sua chácara. Ele tem 57 anos e contou à Polícia Federal que havia passado 12 dias protestando em Brasília contra o resultado da eleição presidencial, mas garantiu que pagou as próprias despesas, recebendo apenas alimentação na capital.
O ex-comerciante disse em depoimento que o motivo de aderir aos protestos é impedir a posse do presidente eleito, Lula, do PT. Ele negou ter participado de atos de violência durante o bloqueio da BR 364, em Vilhena, e garantiu que estava deixando o local, como a PRF tinha pedido, quando foi preso e algemado por um dos agentes da corporação.
O outro preso, e agora libertado, é um produtor de verduras que trabalha na área rural junto com o irmão. Ele tem 39 anos e disse que não havia votado para presidente no primeiro e no segundo turnos este ano.
O segundo acusado garante que não participou dos protestos e que estava no local apenas para desmontar uma tenda usada pelos manifestantes. Disse ainda que foi contratado por um vizinho para fazer o serviço, mas não se lembrava qual é o nome do contratante.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Dezembro de 2022, às 09:19