Ex-garçom tenta chegar à Câmara pela segunda vez
Cidade de colonização sulista, Vilhena retrata esta situação em sua história política. O atual prefeito, Zé Rover (PP), por exemplo, é gaúcho, e tem como principais adversários os Donadon, originários do interior do Paraná.
Mas os nordestinos já andam tentando “furar a retranca” e ingressar na vida pública local. No pleito deste ano, havia cinco cearenses na disputa, mas dois acabaram desistindo. Detalhe: todos adotaram como nome o Estado de onde vieram.
O primeiro a jogar a toalha foi o líder comunitário Ivan Bezerra de França, o “Ceará do Assossete”. Filiado ao DEM, ele saiu atirando, quando soube que seu partido iria se coligar com o PMDB. Lembre aqui.
Outro que também anunciou disposição para concorrer, mas acabou pulando fora da peleja foi o frentista Marcos Antônio Sousa da Silva, o “Ceará do Posto”.
Dos quatro cearenses, os que permaneceram na briga são Cosmo Xavier de Sena, o “Ceará do Lava Jato”, filiado ao PTB, o vendedor Luiz Gonzaga Pereira, o “Luiz Ceará” (PMDB), e José Wilson da Silva Costa, o “Ceará do Embratel”, do PV.
Zé Wilson (foto) já concorreu a vereador em 2008, quando fez 172 votos. Natural da cidade de Quixadá, mora em Vilhena desde 1990. Aqui, durante 15 anos, trabalhou como garçom, antes de abrir seu próprio bar no Setor 06.