O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou por telefone, minutos atrás, o delegado Núbio Lopes Oliveira, que comanda as investigações sobre o duplo homicídio registrado na área rural de Vilhena na noite do último sábado. O acusado de ter matado o pedreiro Sílvio Schmitka, 36, e seu sobrinho, Cleiton Schmitka, 24, já teve a prisão decretada e participou da reconstituição do episódio, realizada na manhã de hoje.
De acordo com o delegado, o réu confesso, Tharly Ribeiro, 27, conseguiu colocar a moto na caminhonete, como disse em depoimento ter feito com os dois homens após executá-los. Na hora de repetir o procedimento com uma pessoa que fazia as vezes de uma das vítimas, o homicida não conseguiu colocá-la na traseira do veículo.
Questionado se isso não desmentiria a versão de Tharly e indicaria a participação de uma outra pessoa no crime, Núbio esclareceu que a reconstituição é apenas um dos meios de prova. “Vamos trabalhar em outras pistas e, se houve mais alguém envolvido, isso ficará esclarecido”.
FATOS ESTRANHOS – Já os familiares das vítimas esperam a elucidação de alguns fatos que apontam para execução sumária. De acordo com um parente de Sílvio, ele estava com uma das mãos quebrada e apresentava várias perfurações nas costas. Sua cabeça também estava praticamente separada do corpo após o “esgorjamento”, já confessado pelo acusado.
Os ferimentos indicariam que a vítima, conhecida por ser bastante forte, teria sido atacada por mais de uma pessoa.
Também existem suspeitas sobre o que teria sido dito por um parente do homicida, que era amigo das vítimas. Segundo o homem, uma mulher da família do matador estaria tomando remédios controlados, admitindo ter visto “uma coisa muito feia”.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 04 de Junho de 2014, às 16:21