No final da tarde e início da noite de ontem, terça-feira, 21, agentes do Pelotão de Trânsito (P-Tran), realizaram no início da Avenida Melvin Jones, uma blitz repressiva, com vistas a detectar possíveis irregularidades.

Segundo o Comandante do P-Tran, Sargento Suchi, as blitzes repressivas visão coibir irregularidades e abusos no trânsito com o intuito da melhoria do tráfego e diminuição de acidentes.

Ainda segundo Suchi, os principais motivos de autuações em Vilhena são: pessoas inabilitadas dirigindo, falar ao celular enquanto dirige e imposto do veículo atrasado. “Não sei se é por causa do aumento nos valores para se tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas aumentou a incidência de pessoas dirigindo sem habilitação”, disse Suchi.

Segundo números do próprio Pelotão de Trânsito este ano já foram autuadas 269 pessoas que dirigiam sem habilitação. Outras 317 foram autuadas por que o imposto do veículo estava em atrasa. Além disso, este ano 124 pessoas foram autuadas por dirigirem sob efeito de álcool.  

Quanto ao falar ao celular enquanto dirige, o Comandante disse que esse erro não é exclusividade dos motoristas, os pilotos de motocicletas também o cometem.

O Sargento revelou que o número médio de acidentes diários continua em torno de três por dia. Ele disse que as causas principais são a falta de atenção e o excesso de velocidade. Os números do P-Tran mostram que em todo o ano passado ocorreram 1.220 acidentes nas ruas de Vilhena. Média de 3,34 por dia.

Este ano, nesses primeiros cinco meses, a média se mantém. Até a presente data foram registrados 435 acidentes, média diária de 3,07. Vale esclarecer que esses dados referem-se apenas aos acidentes ocorridos nas ruas da cidade, ficando de fora os acontecidos nas rodovias federais que cortam o município.   

O Comandante do P-Tran falou sobre a aceitação da população ao trabalho realizado pelo Pelotão. “Nós estamos atuando na fiscalização do trânsito em Vilhena a mais de cinco anos, e temos da população uma boa aceitação, mesmo trabalhando numa área tão polêmica com o trânsito”, afirmou Suchi. “Essas blitzes repressivas continuarão e algumas educativas devem acontecer ao longo do ano”, finalizou o comandante.