O jornal O globo publicou nesta semana uma nota que resume o sentimento geral do povo em relação à Lei da Ficha Limpa, destinada a barrar candidatos condenados em decisões colegiadas. Embora seja quase uma unanimidade a opinião de que a lei ajudará a melhorar o nível da política, poucos acreditam em sua aplicação para as eleições deste ano.
Segundo a nota, “políticos mais experientes não acreditam que a Justiça Eleitoral tenha tempo para decidir sobre todos os casos de fichas sujas antes das eleições de outubro. Avaliam que a tendência dos juízes dos tribunais eleitorais será a de se pronunciar depois das eleições, analisando apenas os casos daqueles que foram eleitos pela população. Nesse caso, o número de casos seria bem menor, viabilizando uma decisão antes da posse dos eleitos, em 1º de janeiro”.
Em Rondônia, e também no Cone Sul, há vários candidatos com pendências na Justiça Eleitoral. A participação deles no pleito atende ao anseio de seus eleitores, que não querem que a decisão acabe no tapetão. Mas é exatamente isso que pode acontecer: muitos dos eleitos são ameaçados de não assumir. Ou podem perder os cargos mesmo após a posse.
Embora haja também muita gente que não acredite na punição a políticos já empossados, nos últimos meses, vários figurões da política acabaram apeados do poder por decisões da Justiça Eleitoral. Entre os cassados, há governadores, deputados e senadores. Um deles é Expedito Júnior (PSDB), que concorre ao Governo de Rondônia. Tirado do Congresso por compra de votos, o tucano garante que já cumpriu sua pena e, portanto, é “Ficha Limpa”.