Anulação de prova virou caso de polícia
Marcada para o dia 04 de outubro, a eleição através da qual serão escolhidos os cinco novos conselheiros tutelares de Vilhena pode acabar na justiça. A anulação de uma prova para atestar os conhecimentos dos candidatos sobre o Estatuto da Criança e Adolescente continua rendendo polêmica.
Conforme a servidora pública Wesliane Amorim, uma das pré-candidatas a conselheira tutelar, a avaliação foi aplicada no dia 16 de agosto. Uma das 13 participantes, no entanto, entregou seu gabarito sem preencher alguns campos do documento.
Wesliane diz que a comissão que cuidava do certame ligou no celular da mulher, pedindo que ela voltasse para preencher o gabarito, antes que os envelopes fossem lacrados. Segundo conta Wesliane, os que participavam do exame concordaram com a atitude, porém, depois, um grupo passou a alegar que houve irregularidade na atitude.
A comissão, então, anulou a prova e marcou outra, que foi aplicada no dia 30 de agosto. Desta segunda avaliação, que é eliminatória para quem deseja concorrer a conselheiro tutelar, participaram inclusive os que haviam sido reprovados na prova anterior.
Na segunda prova, com 12 candidatos (um faltou), cinco foram reprovados. Coincidentemente, os cinco que não passaram para a fase seguinte são os mesmos que haviam pedido a anulação do certame anterior.
Agora, o grupo que se sente prejudicado quer que a comissão valide a primeira prova e desconsidere a outra. E o caso, que já foi parar na polícia, levado por um dos candidatos, que acusa a mulher que havia esquecido de preencher o gabarito de ter sido beneficiada, pode ir parar nos tribunais.
Wesliane, que está entre os sete habilitados para concorrer, em eleição direta, às cinco vagas do Conselho Tutelar, diz que não concorda com a anulação de nenhuma das provas. Ela e as outras seis concorrentes querem que as regras sejam respeitadas, principalmente porque não se opuseram quando o grupo pediu que fosse refeito o exame.