Juína suspende atividades não essenciais por 10 dias

 

A decretação de uma quarentena de 10 dias, durante os quais as atividades não essenciais deixarão de funcionar em Juína, cidade de Mato Grosso a 240 km de Vilhena, acabou virando caso de polícia esta semana.

 

Tudo começou com a reação de alguns empresários, inconformados com a medida adotada para tentar frear a disseminação do novo Coronavírus, e que usaram um grupo no WhatsApp para desferir ofensas e até ameaças contra as autoridades.

 

Um dos alvos do violento protesto virtual foi o promotor de justiça da cidade mato-grossense, Marcelo Linhares, que foi ameaçado de agressão por um dos participantes do grupo no aplicativo.

 

Num áudio de cerca de dois minutos, já em poder da polícia, um homem que não teve sua identidade revelada xinga o representante do MP, usando diversos palavrões, e ameaça invadir a casa dele. O autor das ameaças chega a pedir que uma reunião seja marcada, a fim de cortar a cerca elétrica da residência para agredir o promotor. As ameaças incluem o ataque a pessoas próximas a Linhares.

 

O delegado de Polícia Civil de MT, André Luis Barbosa, que investiga o caso, confirmou que pessoas revoltadas contra o fechamento de alguns comércios teriam feito as ameaças. Foram ouvidos quatro suspeitos, que poderão responder pelo crime de ameaça, apologia ao crime, e até mesmo por atentar contra a ordem pública, atrapalhando o trabalho que as autoridades vem desenvolvendo para contenção e diminuição do vírus no município, e serão orientados a não se reaproximar da pessoa do promotor de justiça.

 
ALVO ERRADO

No caso do promotor, os ataques a ele surpreendem, pois a decisão de decretar medidas restritivas durante a pandemia é dos governos estadual e municipais. A medida, inclusive, vigora em várias cidades de Mato Grosso.