Crime aconteceu no sábado em Ouro Preto do Oeste

Uma mulher identificada como Lenilda de Almeida Kilpper, de 24 anos, acusada de matar o marido, Diego de Oliveira Pena, na madrugada de sábado,26, apresentou-se à polícia, acompanhada de um advogado na cidade de Ouro Preto do Oeste. O homicídio aconteceu no bairro Jardim Aeroporto, à Rua Celso Carminatti, e após o crime Lenilda saiu de casa levando um filho de 6 anos do casal. 

Em seu depoimento, Lenilda disse que as agressões sofridas por ela eram constantes, e na madrugada de sábado,reagiu durante mais uma briga com o marido. Diante ameaça de Diego, que teria prometido matá-la,  acabou pegando a faca que estava sobre a mesa e golpeou o companheiro, que a segurava pelo pescoço, e contra a parede da casa. A faca de mesa foi entregue pela acusada. 

Segundo Lenilda, na noite de Natal, ela foi dormir por volta de 22h30min, e a discussão teve inicio quando o seu marido entrou no quarto à meia noite e disse que iria a uma lanchonete comprar “sedinha”, e depois ia pegar mais cocaína. Naquele momento, teria iniciado uma discussão e ambos saíram do quarto. Quando Diego entrou no carro, a mulher teria  tentado impedi-lo de sair. 

De acordo com Lenilda, seu marido começou a agredi-la e dizia sempre “eu vou te matar, desgraça”. Quando ela estava dominada e sendo sufocada no pescoço, esticou a mão, alcançou a faquinha de mesa e desferiu um golpe contra Diego, que ao perceber o sangue jorrando a largou, disse que quando voltasse iria matá-la e entrou na picape para ir ao Hospital Municipal.

Lenilda disse também que não tinha a intenção de matar o marido. Sustentou que agiu por medo, e depois de ter agredido Diego com a faca,  foi para a casa de sua mãe, que dormiu com a criança do casal na vizinha. Ela disse que só ficou sabendo da morte no sábado pela manhã. No depoimento, a acusada deu uma relação de nomes de parentes, da vizinha e de pessoas que conheciam o temperamento do marido, e das surras que ela levou ao longo de 6 anos de relacionamento, não tendo denunciado devido às ameaças de morte que sofria.

Após o depoimento prestado, a acusada fez exame de corpo de delito, que constatou hematomas e lesões pelo corpo. O delegado Júlio Cezar Souza Ferreira informou que o Inquérito Policial (nº 384) já está instaurado, vai juntar os exames, ouvir as testemunhas e diante dos fatos não vê motivos para pedir a prisão de Lenilda. “A história dela é verossímil. A própria natureza e a sede (local) da lesão condizem com a versão apresentada pela acusada, que se apresentou espontaneamente e está colaborando com a investigação”, declarou o delegado.

No entendimento da autoridade policial, se a acusada tivesse agido premeditadamente, teria aplicado o golpe na altura do peito ou na barriga, e a dedução é a de que o ferimento foi causado durante uma briga.