Um rapaz de 24 anos, identificado como Carlos Alexandre Lopes de Oliveira Almeida, era marceneiro, casado e pai de duas crianças. Ele havia se mudado recentemente de Colniza para Juína, em Mato Grosso, buscando de melhores oportunidades de trabalho.


Mas, no dia 25 de outubro deste ano, Carlos desapareceu misteriosamente na cidade mato-grossense que fica na divisa com Rondônia, deixando a família desesperada e sem notícias de seu paradeiro.


O que os familiares ainda não sabiam era que o jovem teria sido levado por integrantes de uma facção criminosa para ser submetido ao chamado tribunal do crime, após uma acusação de suposto abuso contra uma menina de apenas 8 anos.


De acordo com a investigação, o pai da criança, identificado como Flávio Almeida Nascimento, teria descoberto a suspeita de abuso contra a filha e decidido procurar integrantes do grupo criminoso para se vingar.


Dois homens, identificados como Gustavo Wilhan Oliveira e Jonas Gonçalves de Paiva, teriam buscado Carlos e o levado até uma residência no bairro Industrial, em Juína. Foi nesse imóvel que o jovem teria sido submetido ao chamado tribunal do crime.


Segundo as informações da investigação, Flávio teria realizado uma ligação em grupo com integrantes da organização criminosa, durante a qual apresentou a acusação contra Carlos.


Após ouvirem a versão apresentada, os criminosos teriam autorizado a execução do jovem. Gustavo, que também seria parente da menina, teria se oferecido para matar Carlos.


O jovem foi morto por enforcamento. Depois, os envolvidos teriam transportado seu corpo até uma região rural, onde o enterraram em uma cova rasa para dificultar sua localização.


Na terça-feira, 27 de outubro, dois dias após o desaparecimento, a Polícia Civil conseguiu localizar o corpo de Carlos nas proximidades da Linha 1, a cerca de 40 quilômetros de Juína, no sentido de Vilhena.


Durante as investigações, três homens foram presos, entre eles o próprio pai da menina, apontado como um dos responsáveis por articular o assassinato.


Os investigados foram autuados por homicídio e ocultação de cadáver.

A família de Carlos, no entanto, contesta a acusação de abuso e afirma que ele não havia cometido o crime atribuído a ele.


Até o momento, não foi comprovado que Carlos tenha praticado qualquer crime. A acusação que teria motivado sua execução ainda está sendo investigada