Empreiteiro diz ter comprovantes de pagamentos feitos

O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso, nesta quarta-feira, 27, à delação premiada feita por um empresário no Ministério Público Federal de Vilhena e que pode implodir a administração do prefeito Wandelei Palhari (PMDB), em Chupinguaia. Como o leitor verá adiante, o material é “nitroglicerina pura”...
De acordo com a denúncia, na primeira obra executada pela empreiteira do delator em Chupinguaia, tudo transcorreu “dentro da normalidade” no processo licitatório. Depois é que veio a encrenca: para poder assinar o contrato que previa a construção de uma escola municipal, o empresário deveria pagar R$ 5 mil em dinheiro, o que teria sido feito, através de cheque que pode ser rastreado; no decorrer do serviço, também foi exigida propina de 10% do valor da obra, também quitada em cheques.
Mas a parte explosiva da delação se refere à construção de uma ponte bate-estaca, orçada em R$ 357 mil. Na concorrência para a execução da obra, uma empresa de Colorado do Oeste chegou a tentar participar, mas acabou sendo convencida por membros da CPL, segundo o denunciante, a desistir para que ele ganhasse o certame.
Vencida a disputa, o empresário conta que foi chamado ao gabinete do prefeito Wanderlei Palhari, que teria lhe dito pessoalmente: precisaria  pagar R$ 50 mil se desejasse mesmo executar o empreendimento. O empreiteiro acabou aceitando a proposta e um funcionário da Comissão de Licitações da Prefeitura de Chupinguaia foi até a empresa receber metade do combinado. 
No decorrer da obra, o restante do pagamento foi feito a outros funcionários municipais. Estes servidores também tiveram seus nomes revelados na delação e serão investigados.
No interesse de preservar as investigações sobre esta explosiva denúncia, o site mantém o sigilo sobre os outros acusados, mas trará, em breve, uma outra parte da delação que compromete ainda mais o prefeito chupinguaiense e um de seus mais próximos secretários.
O site, desde já, se coloca à disposição de Palhari, e publicará suas declarações na íntegra, caso ele queira se manifestar sobre o caso.