Entidade doou aparelhos para acabar estabelecer comunicação

A veiculação da notícia de que a ACIV havia doado equipamentos para que finalmente o Centro de Ressocialização Cone Sul, presídio na zona rural de Vilhena, pudesse se comunicar com a cidade, acendeu a curiosidade de um leitor do FOLHA DO SUL ON LINE. Isso porque a aparelhagem destinada à unidade prisional é específica para locais em que não é possível captar sinais de telefonia móvel.
O questionamento óbvio foi o seguinte: se o sinal de celular não pega na penitenciária, por quê, então, frequentemente são apreendidos aparelhos destinados aos detentos que cumprem pena no local? 
O site foi atrás de respostas e descobriu uma situação que parece piada, mas é real: apenas a área administrativa do complexo não capta as ondas da telefonia móvel. No restante da unidade, é possível fazer e receber ligações. Resumindo o absurdo: enquanto os agentes penitenciários e outros funcionários ficam isolados, os presos se comunicam normalmente com o exterior do estabelecimento.
Um “guarda” que já trabalhou no presídio revelou: quando aconteceram rebeliões no local, um agente teve que usar um carro para percorrer os 10 km que separam a instituição da área urbana, a fim de pedir ajuda da PM para controlar o motim.
Outra queixa de pessoas que lidam com o dia-a-dia do CRCS é o desinteresse do Governo do Estado, responsável pela unidade, em investir na segurança de quem presta serviço no local: após três anos, teve que partir de uma entidade privada a solução para um problema relativamente simples.