Pietrobon chegou a ser internado em hospital da capital

Após várias tentativas, finalmente a OAB conseguiu, nesta quinta-feira, 08,  prisão domiciliar para o advogado vilhenense Carlos Pietrobon, que era mantido preso no Centro de Correição da PM, em Porto Velho. Ele e o filho, o também advogado Bruno Pietrobon, bem como o secretário governamental da prefeitura, Gustavo Valmorbida, tiveram suas prisões decretadas pedido do MPF no mês de agosto deste ano. Os três foram acusados de coagir testemunhas que seriam ouvidas pela Polícia Federal em inquérito que apura um esquema de corrupção na administração municipal.
Transferidos para Porto Velho por falta de acomodações adequadas em Vilhena, segundo previsto no estatuto da OAB, pai e filho tiveram vários pedidos de liberdade negados pela justiça federal. No caso de Carlos Pietrobon, a OAB argumentava que a transferência dele para prisão domiciliar se devia a razões humanitárias: portador de diabetes e de outras enfermidades, o advogado passou mal no mês passado e foi internado num hospital da capital. O direito concedido a ele não beneficia o filho, que será mantido preso no mesmo local.

Leia nota da OAB explicando a decisão:

Atendendo ao pedido de reconsideração da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO), o juiz federal de Vilhena, deferiu na tarde desta quinta-feira (08) a prisão domiciliar de um dos advogados presos desde agosto na Operação Stigma.
A OAB/RO peticionou informando que, além de não concordar que o Centro de Correição é compatível com o conceito de sala de estado maior, o local não era adequado especialmente para um dos advogados por questão de saúde. Assim, por questão de dignidade, fundamentou a prisão domiciliar autorizada na forma do art. 328, inc. II, CPP.
A Seccional Rondônia permanece ainda com um pedido no juízo federal de Vilhena e com dois Habeas corpus em curso em Brasília.
Segundo a presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB/RO, Maracélia Oliveira, a luta em favor das prerrogativas dos advogados rondonienses tem sido árdua e toda diretoria permanece engajada nesta causa.