Rover assumiu ter assinado documento e culpou assessoria
O FOLHA DO SUL ON LINE obteve junto a uma fonte da Polícia Federal em Vilhena, na manhã desta quinta-feira, 12, a informação (ainda não oficial) de que o prefeito Zé Rover (PP) será indiciado no inquérito aberto para apurar o uso irregular de verbas federais repassadas pela União para a construção do Hospital e Maternidade Infantil na cidade.
De acordo com o policial ouvido, Rover admitiu, ao ser interrogado na última terça-feira, 10, que é dele a assinatura autorizando o uso, para quitar débitos diferentes, das verbas que tinham destino específico. O prefeito, conforme o entrevistado, teria argumentado, no entanto, que só autorizou o procedimento financeiro por ter confiado em seus assessores. Disse também ter conhecimento de que a operação era irregular, mas assumiu sua participação no que, para a PF, configura crime previsto no Decreto Lei 202, de 1969. “Ele alegou que assinava muita coisa todo dia e não percebeu que o dinheiro estava sendo usado em outra coisa”, conta a fonte policial.
A Polícia Federal diz que, ao não negar sua assinatura (o que confirma com documento sua participação no uso ilegal das verbas federais), o mandatário contribuiu para acelerar a conclusão do inquérito. “Se ele tivesse contestado, teríamos que realizar perícia”, diz o agente.
Diante da confissão do prefeito, a autoridade resume a situação, mesmo não sendo responsável pelo inquérito: “Não enxergo outro desfecho senão o indiciamento, pois o crime foi configurado. Não importa o destino do dinheiro, o fato é que usá-lo para outra finalidade que não a prevista no próprio convênio expõe a responsabilidade de quem autorizou a operação, no caso, o próprio Rover”.
E AGORA?
Com o eventual indiciamento, Rover chega em posição fragilizada ao Ministério Público Federal, para onde segue o inquérito, cuja tendência é transformá-lo em réu no processo que apura desvio de recursos no município. Porém, o alcaide responderá em liberdade a provável denúncia na Justiça Federal.