Em entrevista concedida ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta segunda-feira, 1º de dezembro, o delegado regional Fábio Henrique Campos, que investiga o assassinato de dois pedreiros em Vilhena no dia 26 de novembro, deu novos detalhes sobre o crime que, pela violência, chocou todo o Cone Sul.

O delegado já identificou o mandante do duplo homicídio: seria um comerciante de Vilhena, que fez 30 anos um dia após as mortes. Leandro Pereira Cavichioli (FOTO) teria se desentendido com o dono da casa onde aconteceram as execuções, o contador Dagoberto Moreira.

Conforme as investigações, o mandante e a vítima, que sobreviveu à ação dos pistoleiros, tinham uma rixa antiga por causa de problemas agrários. Os dois são vizinhos de propriedade numa área que fica entre Vilhena e Pimenta Bueno. Dagoberto e Leandro teriam batido boca e o primeiro prometeu, segundo o outro, matá-lo por causa de uma dívida de valor não especificado.

O delegado confirmou que apenas um dos assassinos está preso: Elmo Costa Rodrigues, 19 anos, confessou ter matado um dos pedreiros e revelou que ganharia R$ 100 mil pelo “serviço”. Ele admitiu tem participado de outra morte na cidade: um jovem de 18 anos foi espancado por ele, juntamente com outros amigos, por causa de um celular (relembre o crime clicando no link: http://folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=21564)

 

 

FORAGIDOS

 

Além do mandante (Leandro), estão foragidos outros dois envolvidos na execução: o contratante do matador, identificado como Vagner Ângello, 27 anos, técnico em informática, e o próprio pistoleiro, cujo nome não foi revelado, mas que seria da região da cidade de Pontes e Lacerda (MT). Vagner também é apontado como suspeito de ter furtado uma picape dentro da LF Imports dentro da concessionária Mitsubishi em Vilhena no final do mês de outubro. O veículo foi recuperado pela PRF próximo a Porto Velho.

 

COMO FOI?

 

Através das declarações de Elmo, o delegado informou que ele e o pistoleiro contratado, que haviam recebido uma fotografia do alvo da ação (Dagoberto), ficaram um bom tempo rondando a casa da vítima. O carro usado no crime era conduzido por Vagner.

No momento em que o portão da casa abriu, a dupla entrou, mas deram de cara com os dois pedreiros. Após executar ambos, os matadores ainda tentaram disparar contra Dagoberto, que estava com outras duas pessoas num escritório nos fundos da residência. Ninguém ficou ferido porque, após as mortes dos construtores, restaram apenas três munições num dos dois revólveres calibre 38 usados no massacre.

 

PAI INOCENTE POR ENQUANTO

 

A polícia chegou a deter para interrogatório o sitiante Edson Ângello, 46 anos, dono da chácara onde os assassinos teriam se escondido após o crime. O carro usado na ação também foi encontrado próximo à propriedade, que fica a cerca de 25 km de Vilhena, na Associação Rural Gavião Real, já no Mato Grosso.

Embora seja pai do motorista do veículo que transportou os assassinos, o agricultor não teve sua participação no episódio confirmada durante as investigações. Através dele, no entanto, a polícia tentará encontrar Vagner, que teria fugido para o Mato Grosso em companhia do pistoleiro não identificado. O mandante não estaria junto com eles, embora não seja visto em Vilhena desde o ocorrido.