Filho dele, no entanto, continuará cumprindo regime domiciliar

O FOLHA DO SUL ON LINE confirmou, junto a um dos advogados que atuam na ação movida pelo Ministério Público Federal contra acusados de participar de um esquema de corrupção na prefeitura de Vilhena: o advogado Carlos Pietrobon, que chegou a ser preso no curso das operações da Polícia Federal, teve acatado seu pedido de liberdade. Já o filho, dele, Bruno Pietrobon, continua preso em regime domiciliar.
A decisão, segundo o advogado entrevistado pelo site, ainda não foi publicada, de maneira que não é possível saber que argumentos foram usados no despacho do juiz federal, que restituiu o direito de ir e vir de Pietrobon pai.
O processo sobre o escândalo na prefeitura voltou a tramitar em segredo de justiça por decisão da Vara Federal. O defensor de Pietrobon acredita, sem ter tido acesso aos autos, que ele foi colocado em liberdade pelo fato de que, em audiências recentes, nenhuma testemunha confirmou que ele exercia coação ou adotava qualquer outro comportamento que pudesse obstruir as investigações da PF.

VAI ESCAPAR

Entre os advogados que atuam no caso, a majoritária a opinião de que o velho Pietrobon deve se safar de condenações, uma vez que ninguém o incriminou até agora. Seu filho, no entanto, foi apontado pelos empresários Dirceu Hoffmann e Jair José de Souza como beneficiário de propinas.
 Ele chegou a ser preso, em agosto do ano passado, acusado de coagir testemunhas. Transferido para o Centro de Correição da PM na capital, foi beneficiado, junto com Bruno, por um Habeas Corpus concedido pelo TRF da 1ª Região. Voltou para Vilhena e era mantido em regime de prisão domiciliar.