Encontro com empresários aconteceu na Associação Comercial
Na cidade, acompanhando a ministra Nilma Lino Gomes, titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, por ocasião da entrega das casas populares do Conjunto Habitacional União, financiado com recursos federais, o senador Valdir Raupp (PMDB) se reuniu com empresários na Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (ACIV) e ouviu reivindicações da classe.
O mais eloquente na reunião foi o empresário Jaime Bagatolli, que apontou “gargalos” e pediu atenção ao setor produtivo, principalmente o agronegócio. Bagatolli também argumentou que, para que a produção brasileira não pare, é necessário que se faça as reformas tributária e trabalhista.
O senador peemedebista se dirigiu aos empresários e disse que, com a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) em queda livre, é impossível que ela consiga fazer qualquer uma dessas reformas. “Ela não tem apoio nenhum, a Dilma não tem governabilidade”, disse Raupp.
Raupp enumerou três objetivos que ele disse serem cruciais para o desenvolvimento do Cone Sul e de Rondônia. O mais ambicioso deles seria a construção da ferrovia cujos estudos, segundo o senador, estão sendo feitos por empresas chinesas, e devem ser concluídos em março. “Eu acredito que ainda em 2016 sejam feitos os leilões para concessões”, pontuou.
Raupp revelou ainda que já está em processo de estudo a privatização da BR-364 entre as cidades de Comodoro (MT) e Porto Velho (RO). “Já tem pelo menos 20 empresas interessadas em assumir esta rodovia, que será duplicada. Isso trará mais segurança aos usuários desta via fundamental para o progresso do Estado”, pontuou.
E, por fim, Raupp evidenciou a importância de outra rodovia federal para o Cone Sul: a BR-174, que liga o Sul de Rondônia ao Noroeste do Mato Grosso. Para o senador, a pavimentação da 174 alavancaria o agronegócio naquela região do Estado vizinho, o que seria benéfico para o Cone Sul de Rondônia, principalmente para Vilhena, que é cidade-pólo.
Sobre a BR-174, o que ficou acertado é que o senador e um grupo de empresários farão, no início do mês de março, uma expedição pela referida estrada, para evidenciar a real situação dela.
E por fim, sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Raupp disse que não consegue prever que desfecho isso terá, mas argumentou que, pela atual situação de instabilidade do país a saída da presidente seria o mais correto. “Talvez com a saída dela se consiga formar um governo de coalizão que coloque o país de novo nos trilhos”, ponderou.
Sobre o vice Michel Temer, o senador teceu uma crítica velada ao companheiro de partido. “Ele pôs a cara na janela e já levou um monte de cacetada; foi diferente do Itamar Franco, que ficou quietinho durante todo o processo do Collor, e assumiu”, apontou.