Presidida pelo vereador Junior Donadon (PMDB), a sessão extraordinária DA Câmara DE Vilhena, realiza na manhã desta quinta-feira, 04, aconteceu na sala da presidência da Casa, pois um evento com alunos da rede pública municipal de educação estava acontecendo no plenário. 

O ponto principal da reunião foi a votação do convênio, de quase R$ 13 mil, com a Associação dos Catadores de Cone Sul (ASCCOSUL), entidade que reúne os trabalhadores que atuam no Aterro Sanitário de Vilhena.

Dezenas de catadores assistiram à sessão. De acordo com a presidente da ASCCOSUL, Neli Soares, desde que terminou o contrato da associação com o Aterro Sanitário, que garantia a compra da produção dos catadores, a situação dos trabalhadores só piorou. “Hoje nós temos que pagar aluguel de barracão, manutenção de maquinário, energia, água, e teremos que pagar a hora da pá carregadeira”, disse Neli e continuou: “Tem ainda os impostos para retirar os recicláveis de lá. Nós não estamos conseguindo tirar nem salário, como vamos conseguir pagar imposto?” 

A informação da presidente causou estranheza e revolta em alguns vereadores. “O Fausto (Fausto Moura é o proprietário do aterro sanitário) vem ganhando muito dinheiro da prefeitura, e agora está querendo levar também o dinheiro de vocês. Ele está sendo pilantra com vocês, ele está sendo covarde, de cobrar essas coisas de vocês”, disse o vereador Carmozino Taxista (PSDC), referindo-se ao dono de uma construtora que construiu o aterro sanitário.  

A vereadora Professora Valdete (PPS) levantou um questionamento: “Há uma questão de ilegalidade neste projeto, porque está retroagindo a 1º de outubro. São três meses, é até ilegal fazer isso, porque não havia um planejamento para isso. Consideremos que não tenha problema, porém, o orçamento garante o pagamento de dois meses. Quer dizer que nós vamos liberar três meses de pagamento e vocês vão receber dois? O que eu pediria a vocês é um pouco de paciência para que enviássemos este projeto de volta ao Executivo para que sejam feitas as correções necessárias e nós votaríamos ele na sessão ordinária da terça-feira”, argumentou a vereadora.

Mas, a parlamentar não foi atendida e a matéria foi aprovada sem modificações no texto.