Secretário apóia presidente; empresário defende Moro e Bagattoli não se manifesta
Em Vilhena, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conquistou 73,59% dos votos no primeiro turno e 81,31% no segundo, dois anos atrás, os simpatizantes do mandatário estão divididos em relação ao rompimento dele com seu ministro da Justiça, Sergio Moro, que ontem pediu exoneração do cargo.
Cidade onde o lavajatismo e o bolsonarismo caminhavam juntos, como acontecia em todo o Brasil, Vilhena registrou, nas redes sociais, logo após Bolsonaro e Moro trocarem acusações, manifestações de admiradores dos dois.
Em seu perfil numa rede social, o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, que tem base política em Vilhena, publicou uma montagem na qual expõe sua preferência pelo presidente que ajudou a eleger (VEJA ABAIXO). Em declaração ao FOLHA DO SUL ON LINE, ele reafirmou sua posição: “quem foi eleito pelo povo foi o presidente Bolsonaro; ele que indica a sua equipe e ajusta na hora que precisar”.
Já um empresário do segmento de eventos, que votou e faz campanha para eleger o presidente, também desabafou nas redes sociais, tomando partido de Moro: Bolsonaro decretou inadvertidamente o fim da esperança de 50 milhões de brasileiros. Moro era uma das últimas reservas morais do seu Governo, sem ele o governo fica capenga e sem norte. Triste para aqueles que vislumbraram uma luz no fim do túnel. Era muita utopia mesmo. Se ver livre de partidos e políticos corruptos da esquerda, se ver livre dá má gestão e da falta de nacionalismo e concomitantemente ter um governo justo e progressista parece-me algo demasiadamente bom para nós, reles cidadãos terceiromundistas”
Outros militantes virtuais do presidente também usaram a internet para apoiá-lo, enquanto outros confessavam a decepção com o rompimento dele com o ex-juiz paranaense. Duas hashtags usadas para concluir as mensagens expõem a divisão: #BOLSONARO2022 e #MORO2022. Em todos os casos, no entanto, era unânime a promessa de continuar lutando para não deixar “as esquerdas” voltarem ao poder.
Já o empresário Jaime Bagattoli, principal aliado de Bolsonaro em Rondônia não fez nenhuma publicação em seu perfil nas redes sociais desde o episódio. Perguntado pelo site sobre o rompimento, o pioneiro vilhenense não quis comentar.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 25 de Abril de 2020, às 09:24