Uma senhora de mais de 60 anos, cuja filha está em viagem ao Chile, procurou a Delegacia de Polícia Civil de Vilhena na tarde de ontem e, em desespero, pediu ajuda para libertar a mulher, que estaria em poder de seqüestradores.
A denunciante disse que vinha recebendo, em seu telefone, ligações de uma pessoa que ameaçava matar sua filha, caso ela não depositasse R$ 5 mil numa conta indicada pelo seqüestrador. Uma voz feminina, muito parecida com a da filha, ajudava a aumentar a aflição da vilhenense.
Ao ver o drama da idosa, um policial, mesmo desobedecendo a uma regra padrão nestes casos, resolveu atender uma ligação feita pelo suposto seqüestrador. A atitude extrema foi tomada para acalmar a mulher.
Experiente, o policial começou a conversar com a mulher que supostamente estaria em cativeiro e, com poucas frases, identificou o golpe. Uma das estratégias: disse à “sequestrada” que a irmã dela estava lhe mandando um abraço. Quando a moça agradeceu, a autoridade identificou a farsa, pois a filha da idosa não tem irmãs.
Enquanto a mãe estava na DPC, um filho dela conseguiu fazer contato com a irmã e, finalmente, o desespero acabou. A mulher voltou para casa tranqüila, e orientada a não cair mais nesse tipo de armadilha por telefone.