Em visita à cidade de Vilhena na manhã desta quinta-feira, a secretária de Estado da Educação, Isabel Fátima da Luz, que foi recebida por professores, agentes culturais e imprensa, falou sobre o fim da greve de 35 dias dos trabalhadores da educação e das ações do Governo na área.
Segundo Isabel, as conquistas dos filiados ao Sintero foram aumento de 40% nas gratificações, redução de carga de aulas de 30 para 27 horas e implantação do plano de cargos, carreiras e salários para professores e técnicos administrativos. A secretária explicou que, do último concurso realizado pelo Estado, as 1.144 vagas ofertadas já estão quase totalmente preeenchidas, e anunciou ainda um concurso com prazo máximo de realização para dezembro deste ano.
A secretária frisou que a arrecadação do Estado caiu e que, por isso, o repasse para a educação foi reduzido de 933 milhões para 829 milhões, correspondentes a 25% de todo o orçamento rondoniense. Mesmo assim, o governador Confúcio Moura (PMDB) assinou um decreto aumentando para 30% o percentual para que mais escolas pudessem ser climatizadas.
Para poder aplicar os aumentos pedidos pelos grevistas, a única área que pôde ser cortada foi a da vigilância das escolas, em 25%, já que, segundo Fátima, 82% das verbas da pasta são destinados à folha de pagamento: “Com isso pudemos dar um aumento de 7, 97%, percentual no qual fomos auxiliados pela Assembleia Legislativa do Estado e da qual tivemos apoio”, confirmou a secretária em sua fala inicial, antes de responder às perguntas da mídia presente. “Agora, a vigilância será feita por monitoramento e pelas câmeras”. O aumento, que seria aplicado gradativamente de julho a dezembro, será aplicado de agosto a dezembro.
A reposição das aulas perdidas será feita segundo acordo firmado com o Sintero: “Queríamos terminar este ano, mas os funcionários pediram para que a reposição fosse feita aos sábados e na primeira semana de janeiro, por isso, as férias de julho serão mantidas”. A secretária finalizou, após responder aos questionamentos, que a intenção do governo é firmar parcerias para melhorar o nível da educação básica, cujos indicadores do SAEB (exame realizado somente no estado) em Língua Portuguesa e Matemática se mostraram alarmantes: “Pelo menos agora sabemos onde está o problema e onde deveremos agir”.