Durante reunião administrativa e pedagógica com os gestores das escolas de Vilhena e do Cone Sul, a secretária de Estado da Educação de Rondônia, Aparecida de Fátima Gavioli, elogiou o ensino na cidade que vem, nos últimos anos, alcançando bons índices nas avaliações nacionais. 

A secretária abordou diversos temas e destacou a importância de se ter coragem para arregaçar as mangas e fazer, ao invés de ficar esperando que as coisas aconteçam.

Primeira professora a assumir a Pasta com mestrado na área da educação, Fátima Gavioli disse que este conhecimento e o fato dela ser alguém que veio de dentro da categoria são fatores importantes que contribuem na busca por melhorias para o ensino rondoniense. “Nas discussões, principalmente da causa salarial, eu serei uma advogada da classe, mas também serei a mão que balança o berço, porque ao mesmo tempo em que eu vou cobrar melhorias em Porto Velho, também vou cobrar que as aulas sejam bem dadas no interior”, disse a secretária. 

À frente da Pasta a pouco mais de 30 dias, Fátima Gavioli foi direta ao revelar qual será o principal desafio da Secretaria de Estado da Educação: “Com certeza, o sindicato que representa a categoria de servidores nessa questão do reajuste salarial, neste momento em que todos os governos estão cortando despesas e a gente sabendo que vai ter que dar aumento. Se eu atravessar este mar vermelho vai ter uma mesa farta esperando do outro lado”, brincou, revelando que a Secretaria dispõe de um orçamento de cerca de 2 bilhões e 800 milhões de reais, mas que 81% desse montante é gasto com folha de pagamento. “Eu reconheço que precisa melhorar, mas agora sou uma pessoa que sabe dos números, então sei que tem que cortar alguma coisa”. 

Diante de diversos diretores recém-eleitos nas escolas estaduais da região, Fátima disse que a implantação da Gestão Democrática nos colégios foi uma das ações mais importantes do governador Confúcio Moura (PMDB). “A Gestão Democrática tira o coronelismo, a política bairrista de dentro das escolas, e isso permite que as pessoas respirem, levantem a cabeça e trabalhem sem o receio de estar desagradando este ou aquele”, disse a secretária, e continuou: “A política é extremamente importante, mas quando ela quer interferir de forma direta nos rumos da educação, às vezes não é bom, então a gestão democrática tira a política partidária fora e trabalha com a política educacional”.