Vice disse que reajuste do tributo pode levar famílias vulneráveis a passar necessidades
Depois de ouvir pessoalmente e pelas redes sociais, dezenas de reclamações sobre o aumento do IPTU em Vilhena, que os internautas e eleitores consideram “abusivo”, o candidato a prefeito de Vilhena pelo Republicanos, Paulino da Argamazon, garante que seu primeiro ato logo após a posse e nomeação dos secretários municipais, será a revogação da lei que autorizou o reajuste do tributo em 2019, caso seja eleito.
Segundo o candidato, houve uma afronta ao povo de Vilhena, tanto por parte da atual administração, como pela maioria dos vereadores, que foram coniventes com a ideia de “atualizar” os valores, que em muitos casos, passaram de 600%.
Paulinho diz que vai revogar a lei e providenciar um estudo técnico da real necessidade de aumento. Segundo ele, Vilhena já goza de muitos recursos, sendo inclusive a segunda cidade em arrecadação no Estado. “Não podemos permitir aumentos abusivos que só prejudicam as pessoas, especialmente as mais vulneráveis economicamente”, disse o candidato.
A medida tem o apoio do candidato a vice prefeito, Tenente Bueno, que lembrou do número de famílias que serão afetadas com o aumento, já esse ano. Bueno citou ainda que haverá casos em que serão cobrados, além do IPTU mais alto, o asfalto feito em algumas ruas da cidade. “Isso pode levar muitas pessoas a passar necessidades, caso tentem manter suas dívidas públicas em ordem”, reforçou Bueno.
Os candidatos demonstraram preocupação com o aumento súbito do imposto. Para eles, os percentuais precisam ser revistos por uma equipe altamente técnica, com participação de profissionais de outras regiões e, no final, qualquer que seja o aumento, precisa ser gradativo, para dar tempo e condições ao contribuinte de se organizar.
“A população está clamando por justiça nessa questão do IPTU, não vamos cruzar os braços e deixar que isso afete diretamente o bolso do nosso povo, da forma que estão fazendo”, desabafou Paulinho.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 02 de Outubro de 2020, às 16:41