Arma dentro de picape teria motivado a prisão do vilhenense
 
Policiais civis do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) do Amazonas deflagraram no dia 09 deste mês (10 dias atrás, portanto), a “Operação Estol”, que resultou nas prisões de dois pilotos de aeronave, de 32 e 36 anos, suspeitos de integrarem uma organização criminosa que realiza transporte de drogas por via aérea.
 
De acordo com o delegado Mário Paulo, diretor do DRCO, diante da seca dos rios, o tráfico diversificou os meios de transporte de entorpecentes. A equipe policial, atenta a essa nova modalidade, iniciou a Operação Estol, que é apenas o início de outras investigações, que pretendem apurar o tráfico realizado por via aérea.
 
“No decorrer da ação foi cumprido um mandado de prisão preventiva de um piloto, 32, em um ramal do município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), por tráfico de drogas. No mesmo local, foi preso em flagrante um outro piloto, 36, por porte ilegal de arma de fogo restrito”, relatou o diretor.
 
Em continuidade a operação no bairro Tarumã, zona oeste da capital amazonense, os policiais do DRCO cumpriram mandado de busca e apreensão domiciliar e apreenderam computadores, aparelhos celulares e diversos documentos, possivelmente, relacionados ao tráfico de entorpecentes. Também foi apreendida uma caminhonete utilizada pela organização criminosa.
 
O delegado Paulo Benelli, diretor adjunto do DRCO, informou que foi dado cumprimento às ordens judiciais (de prisão e busca e apreensão) e realizada a prisão do outro indivíduo, que portava uma arma restrita. Ambos serão encaminhados à audiência de custódia, mas todos tiveram as solturas determinadas pela justiça.
 
“As investigações devem continuar para averiguar a participação de outros envolvidos nessa organização criminosa”, salientou Benelli.
 
Estol é um termo utilizado em aviação e aerodinâmica que indica a separação do fluxo de ar do extradorso da asa, resultando em perda de sustentação.


VILHENENSE
Um dos presos é filho de um empresário vilhenense, que foi entrevistado por este site, mas quis preservar sua identidade. Ele explicou que o filho, também piloto de avião, conhece os dois aviadores, que realmente estavam sendo investigados por tráfico de drogas.
 
No caso do vilhenense, ele apenas guardou em sua casa a picape da dupla, que havia ido pescar no interior do Amazonas. Quando os dois voltaram e o rapaz foi busca-los no aeroporto, caiu em uma blitz. Como havia a arma no veículo, os três que estavam a bordo foram presos.
 
O entrevistado esclarece, no entanto, que o filho não é investigado, e que a arma encontrada no carro não pertence a ele. O vilhenense tem com os dois suspeitos apenas relação de amizade, sem nenhum tipo de negócio, e a arma foi o motivo alegado pelos policiais para fazer as prisões. “Mas ele foi solto no dia seguinte, junto com os outros dois, que embora fossem investigados, não tinham nada ilegal em seu poder”, garante o empresário.