Em audiência, juiz advertiu sobre acusação
Os advogados do ex-secretário governamental de Vilhena, Gustavo Valmorbida, preso desde o mês de agosto, sob acusação de coagir testemunhas que seriam ouvidas pela PF sobre um esquema de corrupção na prefeitura, saíram animados da audiência na Vara Federal, esta semana, quando outros depoentes foram ouvidos.
A expectativa é que Valmorbida seja libertado, uma vez que as duas testemunhas supostamente ameaçadas por ele e os advogados Carlos e Bruno Pietrobon, negaram o crime.
Ao falarem da acusação contra Valmorbida e os Pietrobon, os empresários Dirceu e Adones Hoffmann desmentiram a intimidação. O primeiro admitiu ter conversado, dentro de um carro, com Gustavo, Carlos e Bruno, mas negou que tivesse sido ameaçado. Dirceu seguiu no mesmo caminho e inocentou todos os acusados.
Durante a audiência, o juiz federal que conduzia o procedimento lembrou aos depoentes a gravidade da acusação, lembrando que as prisões haviam sido decretadas justamente em virtude da denúncia contra os três.
Os advogados de Gustavo acreditam que, diante da comprovação de que o crime que ensejou as prisões nunca existiu, os acusados serão postos em liberdade. O pedido de revogação das prisões, que podem beneficiar outros três presos (Luís Serafim, ex-secretário de Comunicação; Vivaldo Carneiro, ex-titular da Saúde; e Nicolau Júnior, assessor de Bruno), está sendo analisado pelo procurador da República, Daniel Azevedo Lôbo.