Vítimas são sócios em lapidação com sede em Vilhena
A prisão de três golpistas, na madrugada de ontem, numa rodovia próxima à cidade de Jataí, em Goiás, revelou um golpe inusitado que teve como vítimas dois empresários de Vilhena, que atuam no ramo de lapidação de pedras preciosas.
Com base nas informações colhidas junto a fontes policiais, o FOLHA DO SUL ON LINE obteve detalhes do caso, que está sendo investigado tanto em Rondônia quanto emj Mato Grosso.
Vítima do golpe, um dos vilhenenses registrou queixa na Polícia de Várzea grande e contou que havia combinado com um homem a venda de um lote de pedras, que incluía diamantes e esmeraldas.
A entrega do material, vendido por R$ 1,1 milhão, foi feita no aeroporto de Várzea Grande. Logo após fazer a entrega das pedras, e já dentro de seu carro, o vilhenense percebeu que as notas de dinheiro dadas a ele como pagamento eram falsas.
O dinheiro falso foi entregue na Polícia Federal. Imediatamente, a vítima informou o caso às autoridades policiais de Mato Grosso. Pelo circuito de segurança do aeroporto, foi percebido que o homem que havia feito o pagamento entrou em um veículo Corolla preto, que já o aguardava próximo do saguão com um motorista que saiu em alta velocidade.
Com a informação que os criminosos seguiam para Goiás, a PM de Mato Grosso solicitou apoio dos colegas do Estado vizinho.
Já na madrugada, os militares realizavam patrulhamento pela rodovia próximo a cidade de Jataí e identificaram o Corolla preto.
Na ordem de parada, os militares iniciaram a vistoria no carro com os três homens. Foi encontrado um pacote com 232 pedras de diamante e 95 gramas de pedra de esmeralda embalada em plástico transparente.
O trio foi entregue na Delegacia da Polícia Federal.
Os três já possuem antecedentes criminais sendo alguns deles pelo mesmo crime que estavam sendo presos. Contaram passagens por extorsão, lesão corporal, moeda falsa, estelionato, injúria e ameaça.
VILHENENSES VÃO TER QUE SE EXPLICAR
Embora tenha confirmado que as vítimas são dois vilhenenses, sendo que um é o lapidador e o outro, sócio dele na empresa, cuja sede fica na cidade, o site não conseguiu obter a identidade de nenhum deles.
Ambos, no entanto, precisarão explicar a misteriosa venda das pedras e, principalmente, contar onde elas foram extraídas.
Também chama a atenção o fato de a transação ter sido feita em dinheiro vivo, e não por transferência bancária, o que seria mais seguro em virtude de importância envolvida no negócio.
Também é curioso que, ao receber um valor tão alto, o empresário não tenha conferido na hora o dinheiro.
O FOLHA DO SUL ON LINE segue acompanhando o caso.
Fotos
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Fevereiro de 2021, às 09:59