Na manhã desta quinta-feira 05/06, agentes do Núcleo de Inteligência da Policia Militar, após receberem uma denúncia anônima, se deslocaram ao bairro Alvorada, em Ariquemes, onde visualizaram um veículo tipo Siena cor prata. Após averiguações, os policiais chegaram ao condutor do carro, que o havia comprado.
O homem disse que havia pagado R$ 6 mil e revelou que a única informação que tinha sobre o Siena era que se tratava de um automóvel FINAN, ou seja, financiado, mas sem que as parcelas fossem pagas. Logo após consulta no sistema, os policiais do serviço reservado perceberam que o veículo era proveniente de um latrocínio ocorrido no ano de 2011 .
A vítima de latrocínio na época foi o professor Moisés Maciel Lagos, de 39 anos, que estava desaparecido e teve seu corpo foi encontrado em uma chácara nos arredores de Vilhena.
Na época em que noticiou o crime, o FOLHA DO SUL ON LINE revelou que o caso foi desvendado porque os rapazes que mataram o educador decidiram buscar abrigo na casa parentes em Porto Velho. Usando o carro da própria vítima, os jovens com idades estimadas entre 20 e 25 anos, foram expulsos pelo parente, ao relatar a ele o que havia acontecido.
Ao ser informada do caso, através de contato feito pela DPC da capital, a Polícia Civil de Vilhena intimou um dos rapazes. Quando ele estava depondo, o segundo amigo, também participante do crime, apareceu para se apresentar acompanhado de um advogado. Após prestar depoimento, foi liberado, mas o colega continuou detido.
Segundo o delator, que está colaborando com a polícia, os três estavam numa lanchonete quando Moisés chegou e começou a conversar com eles. O professor se dispôs a levá-los numa festa e o quarteto acabou indo a vários locais. Todos são de Vilhena, mas nenhum deles conhecia Maciel.
Já altas horas da noite, quando o carro trafegava pelas proximidades do Clube dos Estados, Moisés foi asfixiado com uma “gravata” (golpe com o braço apertando o pescoço) pelos caronas.
Com a vítima ainda agonizando, o trio assumiu a direção e rodou por várias ruas, até decidir “desovar” o corpo, o que foi feito nas proximidades da Chácara do Carlito, balneário que fica a 6 km da zona urbana. Na época o crime foi caracterizado como latrocínio porque foi levado o carro, dinheiro e documento da vítima.
Autor:
Da redação
Fonte:
Rondônia Destaque
Publicado em 05 de Junho de 2014, às 15:50