Universitária teve filho após diagnóstico da ELA
Na manhã de ontem (quarta-feira, 03), a universitária vilhenense Elly Barros, acordou e avisou ao marido: queria fazer doação do cabelo que havia cortado em novembro de 2014, logo após ser diagnosticada com uma doença degenerativa incurável, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). As madeixas, bem guardadas desde o corte, foram levadas pessoalmente por Elly ao Hospital Erasto Gaertner, referência para tratamento de câncer em Curitiba (PR).
A luta da ex-gerente de loja em Vilhena, que descobriu a doença quando cursava faculdade de Serviço Social, comove pela força da paciente. Após o diagnóstico, feito em Campinas (SP), ela teve o filho (em fevereiro de 2015), e até participou de um tratamento experimental no Paraguai.
Hoje morando em Araucária, cidade da região metropolitana de Curitiba, a vilhenense, que tem ciência de que a ELA não tem cura, faz terapias e consome produtos que a melhoram sua qualidade de vida.
Por telefone, Edson Pereira Barbosa, marido de Elly, explicou que, ao guardar o cabelo, ela já tinha a intenção de doá-lo para algum hospital que atendesse pessoas com câncer. A universitária, que não descuida do visual, mesmo já sentindo os severos efeitos da doença, sabe da importância das pessoas manterem a vaidade em situações assim. É o caso de quem fica careca após sessões de quimioterapia, procedimento ao qual são submetidos os pacientes com câncer. As mulheres, então, são as mais afetadas pela falta do cabelo.
“Ela sempre manteve o cabelo comprido e bem cuidado. Mas entendeu que ele pode ajudar outras pessoas”, diz Edson.