Transformada em uma “zona de guerra” em Vilhena, a Câmara de Vereadores foi palco, na noite de ontem, de uma tumultuada sessão, durante a qual, como mostrou o FOLHA DO SUL ON LINE, houve intervenção da justiça e do Corpo de Bombeiros, após um suposto “atentado”.
Após leitores revelarem desconhecimento sobre as causas da queda de braço travada entre dois grupos pelo controle da Casa, e pedirem que a reportagem buscasse respostas, ambos os lados do conflito foram procurados.
Um dos grupos envolvidos na contenda é comandado pelo veterano vereador Pedrinho Sanches, que também já exerceu mandatos na Câmara de Cerejeiras. O outro é liderado por Jander Rocha (VEJA AQUI como é a composição das duas alas).
Uma das explicações para o “racha” seria uma suposta promessa feita a Jander: se ele apoiasse a candidatura a deputado estadual do ex-secretário de Obras, Laércio Torres (que foi eleito pelo Avante), o prefeito Delegado Flori o ajudaria a chegar à presidência da Câmara.
Em entrevista ao FOLHA DO SUL, Flori negou estar envolvido na disputa travada entre os vereadores, desmentindo o boato. Aliás, ele fez questão de lembrar que teve “uma experiência muito ruim”, quando apoiou o atual presidente da Câmara, dois anos atrás.
Mesmo tendo sido beneficiado pelo poder de Flori sobre o Legislativo na época, o médico Celso Machado teria retribuído tornando-se um opositor do prefeito, que classifica a atitude do ex-aliado como “ingrata e injusta”.
Do lado do grupão formado por 9 parlamentares, Pedrinho Sanches assume a liderança da ala que, ontem, o escolheu para comandar a Câmara. Nesse grupo, embora o vereador não tenha abordado isso, estão parlamentares descontentes com Flori, ou que “não engolem” Jander, que está em minoria, contando com apenas 4 votos, incluindo o próprio.
NO TAPETÃO
Tudo indica que o grupo derrotado, com Jander à frente, e que já havia conseguido uma liminar na justiça, proibindo a votação para a escolha da nova Mesa Diretora, e a proclamação do resultado, recorrerá novamente, contestando a vitória de Sanches.
O próprio presidente da Câmara, que convocou a sessão que elegeu Pedrinho, publicou em seu perfil em uma rede social, com base nas informações desre site, toda a treta que envolveu a sessão, suspensa pela ordem judicial, mas realizada do mesmo jeito (ASSISTA ABAIXO)