Na Escola FAVOO, o contato com a natureza integra a proposta pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental e faz parte das experiências vividas diariamente pelas crianças. Em ambientes ao ar livre, entre árvores, areia, animais e espaços naturais, os estudantes aprendem por meio da brincadeira, da exploração e da interação com o meio, desenvolvendo habilidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais de forma significativa. Na escola, as crianças observam animais, alimentam galinhas, conhecem diferentes espécies presentes na fazendinha, exploram os espaços naturais, brincam livremente na areia, sobem em árvores e vivenciam situações que despertam a curiosidade, incentivam a investigação e favorecem a construção do conhecimento a partir da experiência. Essas práticas estão alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que reconhece o brincar como um direito de aprendizagem e destaca a importância do contato com a natureza nos primeiros anos de vida. Também seguem a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria: “As escolas e instituições de cuidados devem organizar suas rotinas e práticas de forma a equilibrar o tempo destinado às atividades pedagógicas com o tempo livre (recreio), e assim permitir que as crianças e os adolescentes tenham mais oportunidades de estar ao ar livre, preferencialmente em ambientes naturais em contato com plantas, terra e água.” (Benefícios da Natureza no Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes/Grupo de Trabalho Criança, Adolescente e Natureza da Sociedade Brasileira de Pediatria. – São Paulo: SBP, 2024.)


Atividades como subir em árvores, escalar um trepa-trepa ou uma prancha de madeira, e até mesmo descer em um escorregador mais alto fazem parte do conjunto de atividades que preparam os pequenos para uma habilidade muito importante: correr riscos controlados. A Sociedade Brasileira de Pediatria explica: “Escolas, educadores e responsáveis devem permitir que crianças e adolescentes se exponham a riscos benéficos, aqueles nos quais eles se engajam por livre escolha, conseguindo dimensionar as consequências e lidar com elas.” Segundo os especialistas, riscos moderados são essenciais para a formação de ferramentas que serão necessárias à etapa adulta. Quem não se arrisca na infância pode se tornar mais inseguro e menos preparado para lidar com as adversidades da vida madura, além de apresentar mais sintomas de estresse e ansiedade. Mais do que momentos de recreação, essas vivências contribuem para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade, da coordenação motora e da capacidade de resolver problemas. Também favorecem a formação de valores relacionados ao cuidado com os seres vivos, ao respeito pelo meio ambiente, à cooperação e à convivência, fortalecendo uma aprendizagem que considera a criança em sua integralidade.


Os benefícios desse contato com a natureza também encontram respaldo na neurociência. Segundo o médico neurologista Dr. Paulo Porto de Melo, a neurociência já reconhece que a convivência com ambientes naturais reduz significativamente o estresse e estimula a plasticidade cerebral por meio de experiências sensoriais, favorecendo o desenvolvimento do cérebro infantil. O especialista destaca ainda que, "em países como Noruega e Finlândia, hospitais pediátricos já adotaram a chamada prescrição verde, uma recomendação médica formal de passar tempo em parques e áreas abertas antes mesmo de considerar remédios."


Para a coordenadora pedagógica da Escola FAVOO, Elizabet Souza, esses benefícios são percebidos diariamente na prática pedagógica. "Acreditamos que a infância precisa ser vivida em sua essência: brincando, explorando, investigando e estabelecendo conexões com a natureza. Quando a criança observa um animal, sente a textura da areia ou participa dos cuidados com o ambiente, ela desenvolve habilidades que vão muito além do conteúdo escolar. Ela aprende a cuidar, a respeitar, a cooperar e a compreender que faz parte da natureza. Nossa missão é despertar a curiosidade, fortalecer a autonomia e construir memórias afetivas que acompanharão essas crianças por toda a vida."


Em um contexto em que o uso de telas e a redução dos espaços de convivência ao ar livre fazem parte da realidade de muitas famílias, a valorização de experiências em ambientes naturais reforça o compromisso da FAVOO com uma educação que integra conhecimento, convivência e formação humana. Ao estimular a curiosidade e o vínculo das crianças com a natureza desde os primeiros anos de vida, a escola contribui para a construção de uma infância mais saudável, consciente e conectada com o ambiente em que vive. Todas essas experiências também vão preparar a criança, consolidando as bases necessárias para uma boa alfabetização, pois ajudam na construção da autoestima ("eu consigo!") e da resiliência, ambas características necessárias para uma caminhada escolar em que haverá desafios e momentos de frustração. “As sementes plantadas nessa fase da infância darão frutos na vida escolar inteira do aluno, e muito além dela”, conclui Elizabet.


Sobre a Favoo, uma cooperativa educacional


Fundada em 2006, a Cooperativa Educacional de Vilhena é mantenedora da escola e da faculdade Favoo, com mais de 1.100 alunos. Desde 2019 é campeã no Enem no Estado e desde 2012 no município de Vilhena. Devido ao formato de cooperativa, a instituição reinveste todo seu resultado financeiro em infraestrutura e treinamento, o que garante o altíssimo nível de qualidade educacional e das instalações. Em parceria com a Sicoob Credisul, a Favoo acaba de inaugurar um hub de inovação que passou a compor seu complexo educacional, instalado em uma área de 60 mil metros quadrados. A faculdade oferece os cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito, que possuem nota máxima no MEC, e a escola recebe alunos a partir dos dois anos de idade.