A Escola Marechal Rondon, uma das mais antigas de Vilhena, recebeu o nome em homenagem ao sertanejo Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, desbravador dessa região. A comitiva do Marechal Rondon foi a responsável pela implantação da rede telegráfica que facilitou a comunicação do território do Guaporé (antigo nome de Rondônia) com o resto do país.
A escola foi construída num terreno onde anteriormente havia funcionado uma serraria, numa parte nova da cidade. Sua construção foi concluída no ano de 1980, mas suas atividades somente tiveram inicio em 1981, no dia 30 de março.
O primeiro diretor do estabelecimento de ensino foi o professor Carlos Alberto Rodrigues Moreira e naquele ano a escola atendeu 2.221 alunos, matriculados na pré-escola, no primário, no ginásio (atual ensino fundamental) e no 2º Grau (atual ensino médio), sendo que no 2º Grau eram oferecidos os cursos de Colegial, Magistério e Técnico em Contabilidade.
Nos anos seguintes, com a construção de novas escolas, o “Marechal” (como os alunos o chamam) teve dois de seus cursos do 2º Grau transferidos, ficando somente com o Técnico em Contabilidade.
Em 1985 foi implantado o Ensino Especial que atendia crianças com deficiências visuais e de audição. Naquele tempo essas crianças eram atendidas em sala separada dos demais alunos. Diferentemente de hoje, que o ensino prioriza a integração e interação dos estudantes com necessidades especiais com os demais. A escola é pioneira no atendimento a alunos com necessidades especiais.
Hoje, segundo a diretora, Débora Cristine Lindner de Lima, o Marechal não atende mais alunos do pré-primário, e trabalha com jovens que cursam o Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano), o ensino Médio e o EJA (Educação de Jovens e Adultos). O Marechal tem hoje 1.043 alunos matriculados.
A escola ainda tem uma funcionária do tempo da inauguração. Lourdes Ferreira Veiga Schneider, de 50 anos, tem 30 de trabalhos prestados na escola. “Eu deveria ter me aposentado em 2005, mas como ainda não tinha idade, continuei trabalhando,” relatou.
A mais antiga funcionaria do Marechal já deu entrada na papelada do pedido de aposentadoria. Mas, a hoje orientadora ainda se lembra do início, quando tinha de dar conta de duas turmas com cerca de 40 alunos cada. “Era muito difícil, achei que não daria conta”, lembra.
Lourdes exerceu diversas funções dentro da escola: foi professora, orientadora, assistente de direção, supervisora e novamente orientadora, cargo no qual vai se aposentar.
A direção da escola adiou a comemoração pelos trinta anos do Marechal para o segundo semestre. “Se fizéssemos agora, seria somente uma festa. E nossas pretensões são maiores. Faremos, juntamente com os alunos, um documentário e um trabalho de história oral”, disse a Diretora.
O vice-diretor, Flavio Antônio da Graça, complementou dizendo que “com base nos dados recolhidos, será elaborado um registro sobre a história da escola”, e concluiu afirmando que a o objetivo do projeto, além de resgatar a história do Marechal, é gerar conhecimento para as gerações futuras.