Na semana passada, o site FOLHA DO SUL ON LINE noticiou a preocupação de pais de alunos com a implantação da educação integral nas escolas estaduais em Cerejeiras. Segundo alguns pais e voluntários ouvidos pela reportagem de então, as escolas cerejeirenses ainda não têm estrutura necessária para a implantação do ensino em dois turnos.


Três escolas em Cerejeiras vão receber o Proemi, o Programa de Ensino Médio Inovador, um projeto do governo estadual que pretende implantar o ensino integral, em dois turnos. As escolas são a Tancredo Neves (próximo a Igreja Matriz), a Castro Alves (FOTO, que fica no centro, próximo à feira) e Jerônimo Santana (no setor BNH). A grade curricular normal seria acrescentada com atividades extracurriculares, como arte, cultura, atividades físicas, capoeira, etc.


As escolas estaduais cadastradas no programa, que já estão se adaptando, possuem boas estruturas físicas, mas, segundo os pais, não é o ideal para o ensino integral. A escola estadual Tancredo Neves, por exemplo, tem uma excelente infraestrutura e uma administração eficiente, mas a escola não fora projetada para o ensino integral – que é novo. Por isso, há necessidades de adaptações.


Em entrevista ao site FOLHA nesta segunda, a chefe da Representação de Ensino em Cerejeiras, Maria Ferreira, afirma que as escolas cadastradas no programa estão se adaptando. Ela prevê que em dois anos as estruturas educacionais destes estabelecimentos estarão compatíveis com o novo programa educacional. “Nós vamos adaptando a infraestrutura de acordo com a implantação dos programas educacionais. Não dá para fazer tudo de uma vez”, explicou.


Ainda de acordo com Maria Ferreira, as escolas estaduais no município que vão adotar o ensino integral receberam a visita, na semana passada, de um engenheiro especializado em infraestrutura educacional. Segundo ela, a educação é uma das prioridades do governo estadual e os programas educacionais estão melhorando. “Eu vejo muita melhora na educação. O atual governo estadual adotou a educação como uma das prioridades”, afirma Maria Ferreira.