Nos vestibulares do início deste ano cinco candidatos indígenas que estudam nas escolas mantidas pelo Estado em Vilhena e Chupinguaia foram aprovados fora do sistema de cotas.
Na semana passada, o professor Edson Nogueira, representante da Secretaria de Estado da Educação, recebeu a visita da professora Luzia Aikanã e do motorista e estudante do Magistério, Luzeu Aikinã. Ambos trabalham na Escola Sowaintê. Luzia é bacharel em Educação Básica Intercultural, e Luzeu quer seguir o mesmo caminho.
Os dois fazem parte de um sistema que agrega cinco escolas em aldeias, com 560 estudantes cursando entre o primeiro e o nono ano dos ensinos fundamental e médio. O sistema é gerenciado por Maria Ruth Campos, Coordenadora de Educação Escolar Indígena.
Na ocasião do encontro com Nogueira, Luzia e Luzeu receberam material didático para a escola em que trabalham. Entre as obras, uma edição especial de literatura brasileira. O representante da Seduc disse à reportagem que a atenção do setor está voltada não apenas ao ensino convencional, mas também ao diferenciado. “Além da educação indígena, temos projetos em andamento com a população carcerária, e começamos a investir na educação integral”, destacou o professor Edson.
Dentro de alguns dias, o jornal FOLHA DO SUL trará reportagem completa sobre o sistema de educação indígena, pois o assunto merece destaque por muitos motivos. Entre eles, a aprovação de estudantes índios tendo bons resultados em exames de alto nível. Este ano cinco foram aprovados com médias muito boas em vestibulares. Outras ações desenvolvidas pela Representação Regional da Seduc em Vilhena podem ser conferidas no site www.educavilhena.com.br.