Coronel Leite vai participar de acampamento

Está em Vilhena, onde passará o fim-de-semana, para dar apoio à sexta edição do acampamento da Comunidade Adorai, “Anjos Radicais”, o Coronel Edimilson Leite Guimarães Filho, ou como é mais conhecido, o Coronel Leite. Especialista em resgate e salvamento, o militar veio a convite de um amigo que mora na cidade e desde a tarde de hoje, sexta-feira, coordenará atividades junto aos cinqüenta monitores da igreja, responsáveis pelos 134 acampantes, todos com idade entre 14 e 18 anos. “Os jovens podem esperar muita aventura. A ideia é mexer com o espírito destas crianças. Elas farão uma caminhada de 10 quilômetros, montarão acampamento, farão a própria comida. Isso os deixará com a autoestima mais elevada e fará com que valorizem inclusive a cama e o travesseiro em que dormem”, conta o Coronel. Os jovens acamparão no hotel-fazenda Vale do Ávila, e de hoje até domingo participam de atividades e esportes radicais.
O Coronel Leite já tinha passado duas vezes pela Cidade Clima, mas apenas no aeroporto, em missão. “Vilhena tem uma selva diferente, um povo diferente do que se encontra no restante da Amazônia. O amazônida daqui tem mistura de vários povos, do indígena, do negro, do pessoal do Sul. O clima também apresenta temperaturas mais baixas, a umidade do ar é menor”. 
Ele morou em Manaus até o ano passado e recentemente esteve no Chile e na Argentina gravando o programa “Desafio em Dose Dupla – Brasil”, do canal Discovery Channel. Na atração, que já teve duas temporadas de seis episódios cada e que volta a ser gravada em setembro, Leite destaca os ambientes extremos em que já esteve junto do outro apresentador, Léo, e a equipe: “É difícil destacar um bioma como o mais difícil entre os onze que já visitamos. A caatinga é muito seca, difícil de encontrar água; já o pantanal tem água por todo lado, mas o desconforto de você estar sempre molhado. Na região dos cânions do Rio Grande do Sul, o desafio é a baixa temperatura, e confesso que ela me castiga mais”.
O Coronel Leite é Mestre em Salvamento e Resgate Aéreo, formado em Guerra na Selva, instrutor de Sobrevivência na Selva, instrutor de Mergulho autônomo, mestre de salto – instrutor de paraquedismo-, e possui cursos da ONU, na Suécia e Alemanha, além de MBA em Gestão pela Universidade Federal Fluminense (UFF). 
Dente as missões de resgate das quais participou, a que mais marcou o coronel foi a que ele liderou para resgate após o acidente com o Boeing 737 da Gol, em 2006, voo 1907, que matou 154 pessoas. “Foram 54 dias de selva, na missão de trazer os restos mortais das pessoas para os entes queridos delas. Para mim, este tipo de missão é tão importante quanto trazer alguém vivo de volta para os seus”, e explica a dificuldade deste tipo de missão: “Nestes momentos, se você começa a pensar na família, você perde o foco. É preciso ser racional e não deixar o emocional te dominar”. O coronel fica em Vilhena até o meio-dia de domingo, e promete voltar mais vezes para explorar a região.