O pedreiro Adão Carlos Leandro Padilha, de 42 anos, está preso desde o sábado, 12, na Cadeia Pública de Vilhena, acusado de tentar roubar uma máquina de lavar roupas no bairro Cristo Rei. A esposa do suspeito, no entanto, garante que ele é inocente e foi mandado para a prisão com base em informações incorretas.
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou a esposa de Adão, que é cozinheira num restaurante da cidade. Para preservar a mulher de eventuais retaliações, o site prefere não revelar sua identidade. Ela jura, no entanto, que o companheiro foi preso por engano e revela que a mulher que fez a queixa por roubo já teria admitido o equívoco. Mesmo assim, o construtor continua atrás das grades.
Conforme a entrevistada, pouco depois das 6:00h da manhã de sábado, um homem teria entrado na casa da vítima e levado a lavadora até o portão, onde a deixou ao ser flagrado. A mulher saiu para a rua e começou a seguir o suposto criminoso. Ela foi até o local onde o suspeito entrou na casa em que mora e chamou a polícia. No momento em que a viatura chegou , o homem já havia saído para o trabalho.
Quando retornou, o pedreiro foi avisado por um vizinho que policiais em companhia de uma mulher haviam lhe procurado. Ele então decidiu ir até a Delegacia de Polícia Civil saber o que se passava. Ao chegar lá, uma foto sua foi tirada e mostrada para a vítima, que não deu certeza de que se tratava mesmo do homem que havia invadido sua casa. Apesar disso, Adão teria assinado uma “Nota de Culpa” na qual assumia o crime.
A esposa do pedreiro explica o que houve: “Quando a mulher saiu atrás do ladrão, meu marido estava passando e foi confundido com o verdadeiro criminoso. A autora da denúncia foi até a DPC para retirar a queixa, mas disseram a ela que isso deveria ter sido feito no mesmo dia e deixaram o Adão na cadeia”, desabafa.
Sobre o documento que o construtor assinou, sua mulher esclarece: “Ele não sabe ler direito e, além disso, estava muito nervoso”.
Um advogado que soube do caso fez a seguinte avaliação: se o homem se apresentou espontaneamente, ele demonstrou que não tinha intenção de fugir. Assim, por uma questão de bom senso, era melhor não tê-lo prendido.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 14 de Abril de 2014, às 11:34