“Obrigada a todos que oraram por mim e pela minha familia,Deus no comando Sempre,e akeles que queriam nossa Derrota engulam nossa Vitoria,obrigada aos 7 vereadores que ficaram do lado do Roberto Ferreira Pinto,não aceitando a posse do suplente,disseram em publico quem somos nós para condenar um amigo que sempre esteve do lado do povo,quem tem que julgar é a Justiça não somos nós,e assim foi feita a vontade de Deus,quanto ao atual Presidente Valmir Passito,só tenho a dizer uma coisa,DEUS é maior e sabe de todas as coisas,quem sabe um dia será vc que vai estar lá no banco dos Reus.Deus é Justo”.
O desabafo acima (sem edição ou cortes) é da servidora pública Dirlei Andrade, publicado no perfil dela própria no Facebook, e mostra como anda o clima político atualmente na cidade de Chupinguaia. O petardo virtual disparado pela esposa do ex-presidente da Câmara, Roberto Pinto (PSD), teve como alvo o atual ocupante do cargo, Valmir Passito (PMDB).
COMO COMEÇOU
A encrenca teve início na semana passada, quando Roberto apresentou um pedido de licença de 120 dias para tratar de “assuntos pessoais”. Na verdade, o parlamentar, que tinha expedido contra si um mandado de prisão por ter, segundo a justiça, incitado a invasão de uma fazenda, queria mesmo era escapar até conseguir um habeas corpus.
LIGEIREZA
Ao receber o documento, Passito o indeferiu de pronto, sem consultado os colegas. Logo depois, o suplente de Pinto, o sargento da PM Edmilson Manoel de Lira, correligionário do presidente no PMDB, pediu para assumir definitivamente.
Ignorando o Regimento da Casa, Valmir, que havia ignorado o pedido de Roberto, colocou em votação a solicitação de Lira. Resultado: por 7 votos a zero, a matéria foi rejeitada.
DESABAFO
Com a prisão do marido revogada, Dirlei resolveu expor a mágoa do casal em relação a Passito. Ele só chegou à presidência da Câmara porque Roberto, numa atitude inusitada, deixou de votar em si mesmo para garantir sua vitória. O peemedebista teve 5 dos 9 votos possíveis, entre eles o do então presidente. Se tivesse optado pelo próprio nome, Pinto, que teve 4 sufrágios, teria permanecido na função.